Empresa em Varginha perde quase R$ 40 mil em golpe de falso diretor pelo WhatsApp
há 1 dia
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Uma empresa localizada na Alameda Otávio Marques de Paiva, em Varginha, sofreu um prejuízo financeiro de mais de R$ 39 mil após uma funcionária acreditar que conversava com o diretor da instituição. De acordo com as informações divulgadas, o estelionatário utilizou o aplicativo WhatsApp para se passar pelo executivo, conseguindo solicitar dados contábeis confidenciais e transferências bancárias urgentes. A fraude eletrônica só foi interrompida quando o setor de finanças desconfiou de uma segunda solicitação consecutiva de pagamento e decidiu entrar em contato direto com o verdadeiro administrador da corporação.
O contato inicial do golpista ocorreu diretamente com um colaborador do setor corporativo da empresa. Para transmitir credibilidade e enganar as vítimas, o suspeito utilizou no perfil do aplicativo de mensagens uma fotografia real do diretor, que havia sido retirada previamente de redes sociais. Durante essa interação inicial, o falso executivo solicitou o contato telefônico direto do departamento financeiro, pedido que foi prontamente atendido pelo funcionário. Ao iniciar a conversa com o setor de finanças, o criminoso exigiu o envio de um resumo do balanço diário, contendo todas as entradas e saídas do caixa contábil, e a funcionária responsável atendeu ao pedido enviado pelo aplicativo.
Na sequência da comunicação, a colaboradora recebeu a ordem de efetuar um pagamento via Pix no valor exato de R$ 39.765. A transferência foi realizada, mas o destino final do dinheiro foi uma conta bancária de terceiros, em nome de uma mulher. O estelionatário tentou obter ainda mais recursos ao solicitar uma segunda transferência logo em seguida, o que acendeu um alerta na funcionária. Diante da nova cobrança, ela suspeitou da ação e telefonou para o verdadeiro diretor, que negou ter autorizado qualquer transação e orientou a suspensão imediata de todos os pagamentos programados. A funcionária compareceu à delegacia da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e, até o momento, o valor integral transferido não foi recuperado.
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