Empresas que adotam semana de 4 dias relatam melhora na saúde e produtividade dos funcionários
23 de mai. de 2025
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A possibilidade de trabalhar apenas quatro dias por semana está ganhando espaço no Brasil. Inspirada em modelos internacionais, como o da Nova Zelândia, a iniciativa foi trazida ao país por Renata Rivetti, que lidera um projeto piloto para testar a efetividade da redução de jornada. A proposta visa equilibrar produtividade com bem-estar e, até o momento, os resultados são promissores.
Ao todo, 20 empresas aderiram à ideia e, após um ano, os dados mostram melhorias notáveis: 88,7% dos colaboradores afirmaram estar mais satisfeitos com o trabalho, 84,8% se disseram com mais energia e 84,1% relataram ganhos importantes na saúde mental, incluindo redução de ansiedade e insônia.
Renata explica que a rotina atual de excesso de reuniões e comunicações prejudica o rendimento real. “Trabalhamos muito, mas nem sempre com eficiência. A nova estrutura traz foco e equilíbrio”, afirma.
Apesar dos ganhos, especialistas alertam para os possíveis efeitos econômicos. Um estudo da FGV Ibre simulou a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais e apontou uma possível queda de 6,2% no PIB, com setores como transporte (-14,2%) e comércio (-12,2%) sendo os mais afetados. Segundo o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, a redução pode impactar negativamente em setores onde o tempo de trabalho está diretamente ligado à produção.
Ainda assim, há boas práticas surgindo. No Rio de Janeiro, uma empresa criou um aplicativo interno que permite aos funcionários escolherem seu dia de folga. A medida trouxe flexibilidade e manteve a eficiência. Para o desenvolvedor Gabriel Santana, o novo modelo permite mais tempo com a família e retorno ao trabalho com mais disposição.
O debate sobre a semana de quatro dias segue em expansão, contrapondo o aumento da qualidade de vida dos trabalhadores aos desafios econômicos de cada setor. A chave está em encontrar um equilíbrio que beneficie empresas, colaboradores e a economia.
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