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Endividamento das famílias atinge 49,9% e bate recorde, aponta Banco Central

  • há 4 horas
  • 1 min de leitura
Reprodução
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O endividamento das famílias brasileiras subiu para 49,9% e atingiu o maior nível da série histórica, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador mede a relação entre o total de dívidas das famílias e a renda acumulada em 12 meses.

O resultado representa uma alta no endividamento e coloca o índice no mesmo patamar do recorde anterior, registrado em julho de 2022. O número indica que quase metade da renda das famílias está comprometida com dívidas no sistema financeiro.

De acordo com o Banco Central, o indicador considera operações de crédito como empréstimos e financiamentos. Quando são desconsideradas as dívidas imobiliárias, o nível de endividamento permanece elevado, mostrando que a pressão financeira não está restrita a um único tipo de crédito.

Além do avanço no endividamento, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento dessas dívidas também apresentou aumento. Isso significa que uma parcela maior do orçamento mensal está sendo destinada à quitação de obrigações financeiras.

Os dados indicam que o cenário de alto endividamento permanece estável em níveis elevados, sem apresentar recuo significativo nos últimos períodos. A manutenção desse patamar reforça a persistência do problema no orçamento das famílias brasileiras.

O aumento do endividamento ocorre em um contexto mais amplo de pressão sobre as finanças das famílias, com crescimento da inadimplência e maior uso de crédito, o que tem sido apontado como fator de preocupação para a economia.

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Gazeta de Varginha

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