Envelhecimento populacional desafia crescimento e escancara escassez de mão de obra, diz OCDE
10 de jul. de 2025
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O envelhecimento da população ameaça o motor do crescimento econômico global ao reduzir a disponibilidade de trabalhadores, segundo o relatório Perspectivas de Emprego da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), publicado nesta quarta-feira (9). A entidade afirma que os países estão entrando em uma nova era, onde o desafio deixa de ser a escassez de empregos para se tornar uma escassez de trabalhadores.
“Exatamente como esse novo tipo de economia global se desenrolará não está claro. É um momento desconcertante com indicadores aparentemente contraditórios”, destaca a OCDE.
O relatório observa que, mesmo com a estagnação do número de pessoas em idade ativa nos países-membros da OCDE, ainda há muitas vagas em aberto, enquanto outras pessoas continuam desempregadas e os salários mal conseguem acompanhar a inflação.
Na zona do euro, por exemplo, em abril de 2025, uma em cada seis empresas na indústria e uma em cada quatro nos serviços apontaram a falta de mão de obra como fator limitante para a produção. Esses números, embora menores do que os picos registrados logo após a pandemia de covid-19 — quando cerca de uma em cada quatro empresas na indústria e uma em cada três nos serviços reclamavam do problema —, continuam elevados.
“A persistência de escassez de mão de obra apesar da desaceleração do crescimento pode ser uma prévia desorientadora dos tempos que virão”, avalia a OCDE.
A organização aponta o envelhecimento como uma das três grandes megatendências que requerem atenção urgente dos governos, ao lado da mudança climática e da revolução digital. Ela sugere que políticas públicas devem focar em mobilizar jovens, mulheres e migrantes, além de empoderar trabalhadores mais velhos, acompanhar os impactos da inteligência artificial e “fazer tudo o que estiver ao alcance” para garantir a sustentabilidade do mercado de trabalho.
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