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Esquema de adulteração de leite em escolas e creches é desvendado no Rio Grande do Sul.

  • 16 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura

Reprodução
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Uma investigação que já dura mais de uma década revelou novos detalhes de um esquema criminoso de adulteração de leite no Rio Grande do Sul. A operação apontou para irregularidades na empresa Dielat, em Taquara, a 100 km de Porto Alegre, onde o leite e seus derivados eram adulterados durante o processamento.
O sócio-proprietário da Dielat, Antônio Ricardo Colombo Sader, foi preso em São José do Rio Preto (SP). Ele também é apontado como o proprietário oculto da AgroVita, empresa criada para disputar licitações públicas e responsável pelo fornecimento de leite em pó para escolas e creches em sete cidades gaúchas, além de municípios de São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com o promotor Mauro Rockenbach, a adulteração era feita com uma fórmula sofisticada, usando soda cáustica em proporções exatas que dificultavam a detecção mesmo em laboratórios certificados pelo Ministério da Agricultura. Sérgio Alberto Seewald, conhecido como "Alquimista", era o responsável técnico pela fraude, mesmo estando proibido pela Justiça de atuar na área. Ele recebia pagamentos via contratos da empresa de sua esposa.
Além do impacto direto na merenda escolar, o esquema gerou preocupações com a segurança alimentar de crianças atendidas por instituições públicas. Reclamações já haviam sido registradas por órgãos como a Secretaria de Educação de São Paulo, mas o caso agora tem maior repercussão com as prisões e novas provas coletadas.
As investigações continuam e abrangem outras empresas e estados, buscando desmantelar completamente o esquema e identificar todos os responsáveis. O caso expõe falhas graves no sistema de fiscalização e levanta questionamentos sobre a garantia de qualidade nos alimentos fornecidos às escolas.

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Gazeta de Varginha

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