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Estudantes atiram tijolos e blocos de concreto contra sede do Ministério da Educação em Tirana, na Albânia; polícia usa gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar grupo

há 2 horas
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Reprodução
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Na terça-feira (13), a fachada do Ministério da Educação da Albânia, localizado em Tirana, foi alvo de ataque por parte de estudantes que participavam de manifestação nacional. Os manifestantes arremessaram tijolos e blocos de concreto contra o prédio, gerando confronto imediato com as forças de segurança. A polícia reagiu empregando gás lacrimogêneo e jatos d'água para afastar o grupo e retomar a área; vários estudantes foram detidos durante a ação. O clima de tensão se instalou no centro da capital, onde centenas de jovens se reuniram para dar visibilidade às suas reivindicações, que começaram pacíficas e evoluíram para choques com as autoridades.

Os estudantes organizaram o movimento em todo o país com um conjunto claro de demandas: redução dos custos das mensalidades e taxas do ensino superior, melhorias estruturais e pedagógicas nas universidades, ampliação de programas de assistência e apoio financeiro aos alunos, e garantia de perspectivas reais de emprego após a conclusão dos cursos. Parte dos manifestantes também aproveitou a ocasião para externar profunda insatisfação com a desigualdade social que marca o país e com a condução geral do governo. Para os jovens presentes, a educação deveria ser instrumento de ascensão e não fonte de endividamento e exclusão, o que justificou a mobilização em escala nacional.

A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu, pronunciou-se oficialmente sobre os acontecimentos por meio de publicação em rede social, repudiando veementemente os atos de violência. "A violência nunca foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia do Estado, assim como destruir sem sentido o patrimônio público, não é a maneira como os jovens devem se expressar", escreveu a vice-chefe de governo. A declaração reflete a postura oficial do Estado diante dos episódios de vandalismo, mas não responde diretamente ao mérito das reivindicações, que seguem sem canal de negociação estabelecido entre representantes estudantis e a administração pública.

A manifestação na Albânia insere-se em um cenário mais amplo de mobilização juvenil que se espalha pela Europa. Na França, estudantes do ensino médio mantêm há semanas uma série de bloqueios e ocupações de escolas, denunciando a deterioração física dos prédios, a superlotação das salas de aula e a escassez de professores — fatores que, segundo eles, comprometem a qualidade do aprendizado. Em ambos os países, os jovens compartilham a percepção de que o sistema educacional está em deterioração e que as promessas de investimento não se concretizam, o que tem levado a confrontos crescentes com as autoridades. A opinião pública acompanha com atenção se os governos irão abrir canais de diálogo ou se a tensão nas ruas tende a se intensificar.

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