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Estudo mostra que mudar forma de caminhar pode aliviar dores no joelho sem cirurgia

  • 2 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Um estudo publicado no The Lancet Rheumatology trouxe esperança para milhões de pessoas que sofrem de osteoartrite no joelho. A pesquisa concluiu que ajustar levemente a forma de caminhar pode não só reduzir dores, mas também retardar a progressão da doença.
A osteoartrite desgasta a cartilagem que protege as articulações e afeta quase um quarto da população acima dos 40 anos. Até hoje, os tratamentos se limitavam a medicamentos para dor ou, em casos avançados, à cirurgia de substituição da articulação.
Pesquisadores da Universidade de Utah testaram o chamado retreinamento da marcha. O método consiste em modificar o ângulo do pé durante a caminhada, com ajustes personalizados que variaram de 5 a 10 graus, dependendo de cada paciente.
O ensaio clínico durou um ano. Os participantes submetidos ao ajuste tiveram redução de dor comparável ao uso de analgésicos, além de menor desgaste da cartilagem em relação ao grupo placebo.
Segundo o professor Scott Uhlrich, autor do estudo, a ideia de intervir biomecanicamente não é nova, mas pela primeira vez foi comprovada em um estudo randomizado e controlado.
Os voluntários relataram que o alívio foi equivalente ao de remédios de venda livre, como ibuprofeno, chegando próximo ao de opioides, mas sem depender de medicamentos ou dispositivos externos. Outro ponto positivo foi a adesão: após semanas de treino supervisionado, os pacientes mantiveram o novo padrão de marcha no dia a dia.
Apesar dos resultados promissores, a técnica ainda não está pronta para uso clínico em larga escala, já que hoje depende de equipamentos sofisticados como esteiras sensíveis à pressão e câmeras de movimento. Pesquisadores trabalham em alternativas mais acessíveis, como sensores portáteis, vídeos de celular e calçados inteligentes, para levar o método a consultórios e até ao uso doméstico.
Novos estudos ainda são necessários antes que a técnica seja amplamente aplicada, mas especialistas acreditam que o caminho abre espaço para uma abordagem menos invasiva e acessível no tratamento da osteoartrite.

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Gazeta de Varginha

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