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ET de Varginha passa por transformação e ganha versão carismática 30 anos após o caso

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
Olhos vermelhos, pele marrom brilhante e três chifres na cabeça. Foi assim que o suposto ser extraterrestre visto em Varginha, no Sul de Minas, em 20 de janeiro de 1996, foi descrito pelas testemunhas. Três décadas depois, a cidade continua fortemente associada ao episódio, mas o ET passou por uma transformação visual para se tornar mais atrativo ao público. A figura antes assustadora deu lugar a um personagem verde, sorridente e carismático.
A mudança faz parte de uma estratégia turística e cultural. “A gente tinha a intenção de fazer algo mais lúdico, porque quando as crianças viam o ET ‘de verdade’ elas se assustavam”, explica o artista plástico Gleiber Piva, responsável por algumas das esculturas instaladas no Memorial do ET, espaço que reúne documentos, referências do caso e cenários para fotos.
As esculturas criadas por Gleiber têm tons vibrantes de verde, feições simpáticas e vestem macacões coloridos no estilo espacial, com um “V” de Varginha no cinto. Cada personagem possui uma identidade própria: um deles usa roupa cor-de-rosa, tem lábios em formato de beijo e segura um celular; outro exibe um sorriso largo. A proposta agradou especialmente ao público infantil, que escolhe o ET preferido para posar em fotos. “A melhor coisa do mundo é quando chega uma criança de dois anos e abraça um ET desses”, relata o artista.
As obras também foram pensadas para circular pela cidade. Produzidas em isopor e revestidas com fibra de vidro ou resina de poliuretano, são leves e fáceis de transportar. Gleiber ainda incorporou outra forte referência local: a cafeicultura. Grãos de café fazem parte do design das esculturas, e as cores verde e vermelha remetem às folhas e ao grão amadurecendo. Um dos ETs, inclusive, segura uma xícara de café — símbolo de um dos principais produtos de exportação de Varginha.
No Centro da cidade, na Praça Marechal Floriano, conhecida como Praça da Nave, está uma das versões mais conhecidas do personagem: o “ETzinho”. Verde vibrante, piscando um dos olhos e segurando um mapa de Minas Gerais, ele se tornou parada obrigatória para turistas. A escultura foi criada por Paulo Antônio de Carvalho e esculpida por Michele Vanzetti, e divide espaço com uma caixa d’água em formato de nave espacial e grafites de temática intergaláctica, assinados pela artista Werneck, que misturam elementos mineiros como pão de queijo e cafezinho.
Já na Praça Getúlio Vargas, a poucos metros dali, duas esculturas seguem uma linha mais fiel à descrição original feita pelas jovens Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima Silva e Valquíria Aparecida Silva, com pele marrom, aparência oleosa, corpo magro e olhos vermelhos.
Trinta anos após o episódio, Varginha busca assumir com orgulho o título de “Cidade do ET”. Segundo a secretária municipal de Turismo e Comércio, Rosana Carvalho, a transformação do extraterrestre é apenas uma das estratégias para fortalecer o turismo ufológico. Entre os planos está a revitalização do terreno onde o ser teria sido visto, na Rua Dr. Benevenuto Braz Vieira, no bairro Vila Andere, área adquirida pela prefeitura em 2025 e que ainda permanece sem intervenções.
O caso ocorrido em 20 de janeiro de 1996 marcou definitivamente a história do município, então com pouco mais de 100 mil habitantes. Hoje, três décadas depois, o episódio segue sendo debatido e, para muitos, continua envolto em mistério — agora com um ET bem mais simpático do que assustador.

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Gazeta de Varginha

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