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EUA divulgam lista de produtos brasileiros isentos da nova tarifa de 25%

  • há 20 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo dos Estados Unidos divulgou a relação de produtos brasileiros que ficaram de fora da nova tarifa adicional de 25% anunciada pelo presidente Donald Trump. A lista de exceções abrange centenas de itens e inclui alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, reduzindo o impacto da medida sobre determinados setores da economia.

Entre os produtos que permaneceram isentos estão café, carnes, produtos energéticos, fertilizantes, polpa de madeira, celulose, suco de laranja, castanhas e outros itens do agronegócio e da indústria brasileira. Também ficaram de fora aeronaves civis e componentes, produtos farmacêuticos, determinados minerais, madeira e derivados, além de materiais classificados como informativos, conforme a relação divulgada pelas autoridades norte-americanas.

Apesar das exceções, a nova tarifa de 25% passa a atingir uma ampla variedade de mercadorias brasileiras exportadas aos Estados Unidos. Entre os segmentos afetados estão diferentes produtos industriais e manufaturados, incluindo máquinas, equipamentos, artigos de papel, peças, produtos siderúrgicos, vestuário e outros bens que não aparecem na lista de isenção divulgada pelo governo norte-americano.

A relação de produtos isentos foi publicada juntamente com a medida que oficializou a cobrança da tarifa adicional. Segundo o governo dos Estados Unidos, as exclusões contemplam mercadorias consideradas estratégicas ou enquadradas em categorias específicas previstas na decisão, preservando parte do fluxo comercial entre os dois países mesmo com o endurecimento das barreiras tarifárias.

A adoção da tarifa faz parte da política comercial anunciada pela administração de Donald Trump em relação ao Brasil. Ao divulgar a medida, autoridades norte-americanas afirmaram que a decisão está relacionada a investigações conduzidas pelo governo dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras e defenderam que as negociações entre os dois países não produziram avanços considerados suficientes.

O governo brasileiro contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos, classificando a medida como injustificada e reiterando que pretende utilizar os instrumentos previstos na legislação nacional e nos mecanismos internacionais para responder ao aumento das tarifas. Ainda assim, a lista de exceções reduz o impacto da nova cobrança sobre parte relevante das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.

Gazeta de Varginha

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