EUA negam visto a Mahmoud Abbas pela segunda vez; palestino discursará por vídeo na Assembleia da ONU
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Os Estados Unidos negaram pelo segundo ano seguido o visto de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, impedindo sua presença física na Assembleia Geral da ONU em Nova York. Em vez de liderar a delegação pessoalmente, ele discursará por vídeo, assim como ocorreu em 2025. A representação presencial ficará a cargo do embaixador palestino junto à organização e da missão permanente da Palestina nas Nações Unidas.
A situação levanta dúvidas sobre o regime jurídico da sede da ONU. Embora o espaço seja considerado sob jurisdição internacional, o Acordo de Sede de 1947 estabelece que os EUA continuam controlando a entrada no território. O texto determina, porém, que não podem impor impedimentos a quem vai a serviço da organização e que vistos devem ser concedidos prontamente e sem cobrança. Especialistas em direito internacional destacam que a seção 11 do acordo proíbe negar entrada a pessoas convidadas pela ONU — mesmo observadores — e também a profissionais de imprensa. A recusa a Abbas é vista como decisão política, já que o governo Trump se opõe à criação do Estado palestino. Washington justifica a medida pelo não cumprimento de reformas prometidas pela Autoridade Palestina e por atividades que, segundo os EUA, minam perspectivas de paz.
Não é a primeira vez que isso acontece. Em 1988, os EUA negaram visto a Yasser Arafat e a Assembleia foi transferida para Genebra, na Suíça. Em 2020, o chanceler do Irã também teve entrada barrada. Desta vez, a ONU aprovou o discurso por vídeo com ampla maioria: 152 votos a favor, 3 contra e 4 abstenções.
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