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Ex-dirigentes do INSS avançam em delação e mencionam Lulinha e políticos do Centrão em investigação

  • 25 de fev.
  • 3 min de leitura
Reprodução
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Dois ex-servidores que ocupavam altos cargos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avançaram de forma significativa em acordos de delação premiada junto às autoridades no âmbito das investigações da chamada Operação Sem Desconto, que apura fraudes e descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

De acordo com a coluna assinada por Andreza Matais no portal Metrópoles, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, teriam entregue informações detalhadas sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de citar o envolvimento de políticos associados ao chamado Centrão em meio ao esquema investigado.

Segundo a apuração, ambos os delatores estão presos desde 13 de novembro de 2025, quando tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Federal no curso da 4ª fase da Operação Sem Desconto.

Entre os políticos mencionados pelos delatores está Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), que exerceu o cargo de ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) durante o governo de Jair Bolsonaro. É a primeira vez, conforme a coluna, que o nome dela surge associado ao caso em apuração. Flávia é casada com o economista Augusto Lima, que foi CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário mineiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal (PF) investiga, no âmbito dessa operação, um esquema que teria permitido descontos automáticos em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas por meio de habilitação irregular de entidades. Virgílio Filho é acusado de ter recebido cerca de R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que praticavam descontos ilegais nos benefícios, sendo R$ 7,5 milhões relativos a firmas do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado em investigações de Careca do INSS. Parte desses valores, segundo a PF, teria sido encaminhada a empresas e contas bancárias da esposa dele, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.

Ainda conforme as investigações, André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, de acordo com os investigadores, durante o período em que atuou como diretor de Benefícios da autarquia.

Relatórios citados na apuração indicam que, sob a gestão de Fidelis no INSS, foram habilitadas 14 entidades, que realizaram descontos que somaram aproximadamente R$ 1,6 bilhão dos aposentados, o que levou o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a afirmar que ele foi o diretor que mais concedeu “acordos de cooperação técnica (ACT)” na história do órgão.

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, também estaria se preparando para apresentar sua própria proposta de delação premiada, com a possibilidade de detalhar o esquema após familiares seus se tornarem alvos das investigações — incluindo seu filho Romeu Carvalho Antunes e sua esposa Tânia Carvalho dos Santos.

O filho de André Fidelis, Eric Fidelis, também foi preso no contexto da operação.

Do lado da defesa, a advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, negou que exista delação formalizada em andamento, e a reportagem reporta a tentativa de contato com a defesa de André Fidelis para obter posicionamentos sobre o caso.

As apurações fazem parte de um processo investigativo maior, e os relatos fornecidos pelos delatores ainda dependem de análise e eventual homologação pelas autoridades competentes, inclusive pela Justiça, para que possam ser oficialmente considerados em fases seguintes da investigação.

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Gazeta de Varginha

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