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Exame descarta ebola em paciente internado no Instituto Emílio Ribas, em São Paulo

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Um exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz descartou a presença do vírus ebola em um homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. Segundo as autoridades de saúde, não foi detectado material genético do vírus na amostra analisada do paciente.

O homem havia sido colocado em isolamento após apresentar sintomas compatíveis com a doença e ter viajado recentemente para a República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto de ebola. O caso passou a ser tratado como suspeito porque preenchia critérios clínicos e epidemiológicos previstos nos protocolos nacionais e estaduais para investigação de febres hemorrágicas virais.

Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram que o paciente estava infectado pela bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. A confirmação foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz por meio de exame específico realizado dentro do processo de diagnóstico diferencial adotado pelas equipes médicas.

Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, o homem foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento, onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar ao hospital de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, o que levou à necessidade de intubação.

Mesmo após a confirmação da meningite meningocócica, as equipes de saúde mantiveram os protocolos de segurança e isolamento enquanto aguardavam a conclusão das análises específicas para o vírus ebola. O paciente permanece internado e segue recebendo acompanhamento médico conforme os procedimentos adotados para casos suspeitos de doenças infecciosas de alta vigilância.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul continua sendo considerado muito baixo. Entre os fatores avaliados estão a ausência de transmissão da doença no continente, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas e a forma de transmissão do vírus, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.

O caso foi acompanhado de forma conjunta por equipes de vigilância epidemiológica dos governos federal, estadual e municipal. Após a divulgação do resultado negativo para ebola, as autoridades reforçaram que todas as medidas previstas nos protocolos de investigação e resposta foram adotadas durante o monitoramento do paciente.

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Gazeta de Varginha

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