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Falsa promessa de recuperar dinheiro teria sido usada em fraudes contra aposentados; nove são presos

há 4 horas
2 min de leitura
Falsa promessa de recuperar dinheiro teria sido usada em fraudes contra aposentados; nove são presos
FotoDivulgação/Operação Consignatus cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em três cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Polícia Civil prende nove suspeitos de fraudes contra idosos e aposentados em Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nesta quarta-feira (28), durante a operação Consignatus, que investiga um grupo suspeito de aplicar fraudes contra idosos e aposentados. As ações ocorreram em Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, na Região Metropolitana da capital. Todos os mandados de prisão foram cumpridos, sendo seis contra mulheres e três contra homens. Aparelhos celulares também foram apreendidos e passarão por perícia para extração de dados e identificação de possíveis envolvidos.

As investigações, conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia Civil Centro, em Belo Horizonte, identificaram pelo menos 21 vítimas idosas ou aposentadas, além de um advogado. O prejuízo financeiro já apurado é de, no mínimo, R$ 300 mil em transferências bancárias, valor que não inclui os saques em dinheiro. Conforme a apuração, o grupo teria iniciado as atividades em janeiro de 2025, utilizando diferentes nomes comerciais e escritórios instalados na capital mineira.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos entravam em contato com as vítimas por telefone ou aplicativos de mensagens, oferecendo serviços para cancelar descontos em benefícios previdenciários e recuperar valores que, supostamente, teriam sido cobrados indevidamente por instituições financeiras.

Durante os atendimentos presenciais, os investigados teriam conseguido acesso a documentos, senhas e celulares dos aposentados. Com essas informações, supostamente contratavam empréstimos consignados, abriam contas digitais, cadastravam chaves Pix e realizavam transferências sem autorização das vítimas.

Em alguns casos, os suspeitos também teriam alterado as contas bancárias utilizadas para o recebimento dos benefícios previdenciários. A investigação aponta ainda que eles acompanhavam algumas vítimas a agências bancárias e caixas eletrônicos para realizar saques.

A apuração indica que o grupo teria uma divisão de tarefas, com atuação desde a abordagem e captação das vítimas até a movimentação dos valores obtidos. Entre as pessoas atingidas estão idosos com problemas de saúde e aposentados que dependiam dos benefícios previdenciários para comprar medicamentos e custear despesas familiares.

A operação Consignatus tem como objetivo interromper a atuação dos suspeitos, preservar provas e esclarecer a participação de cada investigado. A análise dos materiais apreendidos poderá contribuir para rastrear as movimentações financeiras, identificar outras possíveis vítimas e calcular a dimensão total dos prejuízos.
Fonte: PCMG

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