Família de Pouso Alegre faz campanha para arrecadar R$ 104 mil e garantir cirurgia de criança com paralisia cerebral
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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fonte: g1
Uma família de Pouso Alegre (MG) vive uma corrida contra o tempo para arrecadar recursos e viabilizar uma cirurgia essencial para o pequeno Miguel, de 7 anos, diagnosticado com paralisia cerebral. O procedimento, que não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), está marcado para este mês e tem custo total de R$ 220 mil. Faltando apenas 11 dias para a cirurgia, a família ainda precisa levantar R$ 104 mil.
A intervenção será realizada em São Paulo e envolve cirurgias no quadril, joelhos e pés, com o objetivo de melhorar a mobilidade e a qualidade de vida da criança. Além do valor do procedimento, os familiares também precisam arcar com despesas de viagem, hospedagem e permanência na capital paulista durante o período de cirurgia e reabilitação.
Segundo a mãe, Janaína Ribeiro de Amorim, a decisão de antecipar a cirurgia foi tomada em conjunto com a equipe médica e de reabilitação que acompanha Miguel em Pouso Alegre. O motivo principal foi o aumento das dores sentidas pelo menino, especialmente durante as sessões de fisioterapia.
“Ele precisa dessa cirurgia de reconstrução do quadril, joelhos e pés. É uma corrida contra o tempo. O Miguel está sentindo dor, principalmente nos movimentos de reabilitação. A gente segue na luta, com fé em Deus em primeiro lugar”, afirmou a mãe.
Desde o ano passado, a família vem promovendo diversas ações solidárias para arrecadar recursos, como blitz em semáforos, campanhas de doações de R$ 1, vaquinhas on-line, rifas e pedidos de ajuda em eventos públicos. Em uma dessas mobilizações, durante um show, o cantor Benuto, da dupla com Guilherme, chegou a ler no palco um apelo em apoio à campanha.
Miguel já passou por um procedimento cirúrgico anterior, considerado fundamental para a realização da cirurgia atual. De acordo com Janaína, a risotomia feita anteriormente foi decisiva para evitar um quadro ainda mais grave. “Se o Miguel não tivesse feito a risotomia, agora ele estaria muito pior e seriam necessárias muito mais cirurgias ósseas neste momento”, explicou.
A família segue mobilizando a comunidade e reforça o pedido de apoio para conseguir completar o valor necessário e garantir o tratamento do menino dentro do prazo previsto.
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