top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Ferrovia ligando Varginha ao litoral do RJ pode ganhar nova concessão em 2026

  • há 45 minutos
  • 2 min de leitura
Ferrovia ligando Varginha ao litoral do RJ pode ganhar nova concessão em 2026
Divulgação
Concessão ferroviária pode transformar logística e impulsionar economia de Varginha e Sul de Minas.

O governo federal deve iniciar em 2026 o processo de concessão do chamado “corredor Minas-Rio”, trecho ferroviário de aproximadamente 740 quilômetros que liga cidades do Sul de Minas, como Varginha, Lavras e Arcos, aos municípios fluminenses de Barra Mansa e Angra dos Reis. A proposta integra o plano de retomada e modernização da malha ferroviária nacional e pode representar um importante avanço logístico para a região sul-mineira.

Atualmente pertencente à malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), administrada pela VLI, o trecho encontra-se subutilizado e necessita de investimentos para ampliação e recuperação da infraestrutura. Com o encerramento da concessão atual previsto para setembro de 2026, parte dos mais de 7 mil quilômetros da FCA deverá retornar à União, que busca novos modelos para revitalizar os trechos considerados estratégicos.

O corredor Minas-Rio será oferecido ao setor privado por meio de um modelo de “chamamento público”, considerado inédito no setor ferroviário brasileiro. Nesse formato, o governo disponibiliza a malha ferroviária sem cobrança de outorga, mas condiciona a operação à realização de investimentos obrigatórios. O contrato de exploração poderá chegar a 99 anos.

Segundo o Ministério dos Transportes, o corredor foi escolhido por apresentar demanda logística consolidada, estudos técnicos já concluídos e potencial para atrair operadores interessados em diferentes segmentos de carga. O projeto também passou a integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), recebendo acompanhamento direto da Casa Civil da Presidência da República.

Para Varginha e o Sul de Minas, a expectativa é de impacto positivo especialmente no setor cafeeiro. A região é responsável por uma das maiores produções de café do país, e a ferrovia poderá criar uma nova rota de exportação pelo Porto de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A medida pode reduzir custos logísticos e oferecer alternativa ao transporte rodoviário e aos portos tradicionalmente mais congestionados, como o de Santos.

Além do café, o corredor ferroviário também poderá ser utilizado para transporte de fertilizantes, calcário, clínquer, dolomita e outros insumos industriais. Estimativas do governo apontam que a movimentação de cargas no trecho pode ultrapassar 2,5 milhões de toneladas anuais nas próximas décadas.

Outro ponto avaliado é o potencial turístico da ferrovia, principalmente para futuras operações de transporte de passageiros, aproveitando o valor histórico e paisagístico de parte do trajeto ferroviário entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O governo federal considera o projeto um teste para futuras concessões ferroviárias em outras regiões do país, especialmente em trechos abandonados ou com baixa utilização. A expectativa é que o setor ferroviário brasileiro movimente mais de R$ 139 bilhões em investimentos em infraestrutura nos próximos anos.
Fonte: DiariodoComercio

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page