Fundador da Evergrande é condenado à prisão perpétua na China
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O fundador do grupo imobiliário chinês Evergrande, Hui Ka Yan, também conhecido como Xu Jiayin, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal de Shenzhen, na China. A sentença também determinou o confisco de todos os bens pessoais do empresário, que já esteve entre os homens mais ricos da Ásia.
Hui se declarou culpado por oito crimes relacionados ao caso. Entre as acusações estão fraude financeira, uso indevido de recursos, captação ilegal de depósitos públicos, concessão irregular de empréstimos e suborno, segundo informações divulgadas sobre o julgamento.
Além da condenação do fundador, a Justiça chinesa aplicou multas bilionárias à Evergrande e à sua subsidiária imobiliária. A Evergrande foi multada em 8,82 bilhões de yuans, enquanto a Hengda recebeu uma penalidade de 7 bilhões de yuans. Outros cinco ex-executivos receberam penas de prisão que variam de seis a 18 anos, e dezenas de pessoas ligadas ao caso também foram condenadas.
A decisão representa mais um capítulo da crise que atingiu a Evergrande, que já foi uma das maiores incorporadoras da China. O grupo acumulou passivos superiores a US$ 300 bilhões e entrou em inadimplência, tornando-se um dos principais símbolos da crise enfrentada pelo setor imobiliário chinês.
Fundada por Hui em 1996, a companhia cresceu durante o período de forte expansão do mercado imobiliário chinês e chegou a transformar seu fundador em um dos empresários mais ricos da Ásia. A situação mudou após o agravamento da crise financeira da empresa, que passou a enfrentar dificuldades para honrar suas dívidas.
Em 2024, um tribunal de Hong Kong determinou a liquidação da Evergrande. O processo de recuperação dos ativos da empresa continua, enquanto credores tentam recuperar parte dos valores devidos. A condenação à prisão perpétua marca a queda definitiva do empresário que esteve à frente do grupo durante sua ascensão e posterior colapso.
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