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Furto em laboratório da Unicamp envolve vírus como dengue e zika e é investigado pela PF

  • 30 de mar.
  • 2 min de leitura
Furto em laboratório da Unicamp envolve vírus como dengue e zika e é investigado pela PF
Divulgação
Furto de material biológico na Unicamp envolve ao menos 24 tipos de vírus.

Um furto de material biológico em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas mobiliza autoridades e acende alerta sobre biossegurança no país. Segundo informações divulgadas neste domingo (29), ao menos 24 cepas de vírus foram transportadas entre diferentes unidades após o crime.

Entre os materiais furtados estão cepas ligadas a vírus como dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr e coronavírus humano, além de outros menos conhecidos e 13 tipos que afetam animais.

A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta como principal suspeita a pesquisadora Soledad Palameta Miller, presa na última semana. Ela chegou a ser detida, mas teve liberdade provisória concedida pela Justiça Federal, mediante cumprimento de medidas cautelares, como a proibição de acessar laboratórios ligados ao caso e de deixar o país sem autorização.

A professora é investigada por suposta manipulação, armazenamento e transporte irregular de organismos geneticamente modificados, em desacordo com normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. A PF também apura o possível envolvimento de seu marido, Michael Edward Miller.

O desaparecimento das amostras foi identificado em 13 de fevereiro, quando caixas contendo vírus armazenados em área de alta contenção biológica (nível NB-3) foram dadas como ausentes. A partir disso, foi delimitado um período curto para a ocorrência do furto.

Durante as investigações, o material foi localizado em diferentes laboratórios, armazenado em freezers e até parcialmente descartado em lixeiras, após manipulação — o que, segundo as autoridades, representa risco direto à saúde pública.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a pesquisadora acessou diversos laboratórios, inclusive com auxílio de terceiros, mesmo sem autorização formal, promovendo o deslocamento irregular das amostras.

O material recuperado foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise. Os investigados poderão responder por crimes como furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismos geneticamente modificados.

Em nota, a reitoria da Unicamp informou que está colaborando com as investigações e instaurou sindicância interna para apurar os fatos, destacando que detalhes do caso serão preservados para não comprometer o andamento do inquérito.
Fonte: CorreioBraziliense

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Gazeta de Varginha

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