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Geriatra alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras por idosos

  • gazetadevarginhasi
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Geriatra alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras por idosos
Divulgação
Uso de canetas emagrecedoras por idosos exige cautela e acompanhamento médico, alerta geriatra.

O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer atenção redobrada para evitar a aceleração do declínio funcional. O alerta foi feito nesta terça-feira (6) pelo presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, sem orientação adequada, pessoas com 60 anos ou mais estão mais expostas a efeitos adversos e a prejuízos significativos à saúde.

Entre os riscos imediatos estão náuseas, vômitos e dificuldade na ingestão de alimentos e líquidos, o que pode levar à desidratação e a distúrbios eletrolíticos, considerados potencialmente graves. A médio prazo, o uso inadequado dessas medicações também pode resultar em quadros de desnutrição.

Outro ponto de destaque é a perda de massa muscular associada ao emagrecimento. De acordo com Oliva, cerca de um terço do peso eliminado com o uso dessas medicações corresponde à perda de músculo. Em idosos, esse processo pode comprometer a capacidade funcional, dificultando a realização de atividades do dia a dia, com risco de danos que nem sempre são reversíveis.

O diretor-científico da SBGG, Ivan Aprahamian, acrescenta que a combinação entre menor apetite, náuseas e rápida perda de peso pode desencadear síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física, agravando ainda mais o quadro clínico dessa população.

As chamadas canetas emagrecedoras são indicadas para o tratamento da obesidade, diabetes e apneia do sono, e não para a perda de poucos quilos com finalidade estética. Oliva reforça que o uso fora dessas indicações não possui respaldo médico. Apesar de serem consideradas uma inovação importante da medicina, ele destaca que devem ser utilizadas de forma criteriosa e com acompanhamento profissional.

No tratamento da obesidade em idosos, o acompanhamento médico, nutricional e de profissionais como fisioterapeutas ou educadores físicos é fundamental. A prática regular de atividades físicas, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, ajuda a minimizar a perda de massa magra durante o processo de emagrecimento. O geriatra também orienta que a perda de peso não seja rápida, pois quanto maior a velocidade do emagrecimento, maior tende a ser a perda muscular associada.

Além disso, Oliva ressalta a importância de uma alimentação adequada, com ingestão suficiente de vitaminas e minerais, e do cuidado com a saúde emocional. Segundo ele, dietas com restrição calórica exigem acompanhamento psicológico, já que o processo pode ser desafiador do ponto de vista emocional.

Outro alerta feito pela SBGG diz respeito à compra dessas medicações apenas em farmácias legalizadas e com receita médica. Há produtos falsificados sendo vendidos no mercado ilegal, sem controle de qualidade, o que aumenta significativamente os riscos à saúde. Os perigos vão desde a incerteza sobre a substância injetada até riscos de contaminação por bactérias, fungos ou outras substâncias.

Para o presidente da SBGG, a exigência de receita médica não é um mero detalhe burocrático, mas uma medida de proteção. Ela garante que o uso da medicação seja precedido por avaliação médica adequada e que possíveis efeitos adversos sejam monitorados, reduzindo os riscos à saúde da população idosa.
Fonte: AgBrasil

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