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Golpe cinematográfico em hotel de luxo: trio usou cédulas falsas e avião fretado

  • gazetadevarginhasi
  • 22 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Golpe cinematográfico em hotel de luxo: trio usou cédulas falsas e avião fretado
Divulgação
PCMG conclui inquérito sobre golpe de US$ 100 mil aplicado em hotel de luxo na capital.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, uma investigação sobre o golpe de US$ 100 mil aplicado contra dois empresários paulistas, em agosto de 2024. O crime ocorreu em um hotel de alto padrão na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, e envolveu três homens, com idades entre 51 e 61 anos, integrantes de uma associação criminosa com atuação interestadual.

As apurações foram conduzidas pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes (Deif), do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof). Segundo a PCMG, os suspeitos simularam um investimento de R$10 milhões na empresa das vítimas e exigiram um “aporte inicial” em moeda estrangeira como parte da formalização do falso contrato.

Para dar aparência de legalidade à transação, o trio utilizou documentos falsos, contratos simulados e até deslocamentos em aeronaves fretadas. No momento da entrega do dinheiro, forneceram uma maleta contendo apenas R$5.200 em cédulas verdadeiras, sendo o restante preenchido com notas cenográficas com a inscrição “sem valor”.

Divisão de tarefas e ocultação
O delegado Rafael Faria explicou que o grupo criminoso operava com funções bem definidas: um dos envolvidos era encarregado de atrair e convencer as vítimas; o segundo se passava por investidor fictício; e o terceiro realizava a fraude no momento da entrega da quantia. “Após consumar o golpe, o grupo ocultava os valores por meio de depósitos em espécie, operações de câmbio, transferências indiretas e aquisição de bens de alto valor”, informou o delegado.

Durante a investigação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Como resultado, foram apreendidos dois veículos de luxo, dinheiro em espécie, notas cenográficas, documentos diversos e aparelhos eletrônicos. Parte desses bens foi alvo de pedido de sequestro judicial.

Dois dos suspeitos foram presos preventivamente no estado de São Paulo. Um deles foi localizado em Herculândia no último dia 10 de julho; o outro, em Americana, no dia 21 de junho. Ambos aguardam transferência para a capital mineira. O terceiro investigado segue foragido.

Com o encerramento do inquérito, os três homens foram indiciados pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 21 anos de prisão.
Fonte: PCMG

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