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Golpe da falsa campanha beneficente leva à prisão de suspeito de fraude médica em Minas Gerais

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Golpe da falsa campanha beneficente leva à prisão de suspeito de fraude médica em Minas Gerais
Divulgação/Fisioterapeuta é preso por falsificar documentos médicos e usar falsa campanha de criança doente em MG
Fisioterapeuta é preso por suspeita de falsificar documentos médicos e aplicar golpes em campanha beneficente em Divinópolis.

Um fisioterapeuta de 43 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira (15), em Divinópolis, suspeito de integrar um esquema de falsificação e distribuição de documentos médicos. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.

As investigações começaram após a divulgação, na internet, de uma campanha beneficente que solicitava doações para o suposto tratamento de uma criança com uma doença grave. Para sensibilizar os doadores, o homem apresentava a menor como sua filha e compartilhava relatórios médicos, fotografias e informações sobre um procedimento cirúrgico.

Durante as apurações, a Polícia Civil descobriu que a imagem utilizada na campanha havia sido retirada de uma reportagem internacional e não possuía qualquer relação com o caso divulgado. Além disso, foi constatado que o relatório médico apresentado era falsificado.

O aprofundamento das investigações revelou indícios da existência de um esquema voltado à produção, comercialização e distribuição de documentos médicos falsos, incluindo atestados e relatórios confeccionados com o uso indevido de nomes, assinaturas, carimbos e registros profissionais de médicos regularmente inscritos nos conselhos de classe.

De acordo com a PCMG, os documentos eram utilizados para justificar faltas em empresas e também para dar aparência de legalidade a outras fraudes. Os policiais identificaram ainda um ponto utilizado para a entrega dos documentos falsificados em Divinópolis.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, dinheiro em espécie, máquina de cartão e outros materiais que passarão por perícia.

O investigado atua regularmente como fisioterapeuta no município e poderá responder por crimes como falsificação de documentos, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis beneficiários dos documentos falsificados, outras vítimas e eventuais participantes do esquema criminoso.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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