Golpe usa dados reais de contribuintes para criar cobranças falsas da Receita Federal
- 8 de dez. de 2025
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Receita Federal alerta para novo golpe que usa nome e CPF de contribuintes em cobranças falsas.
A Receita Federal emitiu um alerta nacional sobre uma nova modalidade de golpe que tem se espalhado pelo país. Criminosos estão utilizando nome, CPF e até endereços reais de contribuintes para criar páginas falsas que simulam cobranças em nome do órgão. As denúncias vêm aumentando, especialmente após relatos registrados em unidades de atendimento.
As mensagens fraudulentas são enviadas por WhatsApp, SMS ou e-mail e contêm links que direcionam o usuário para sites que imitam o visual do Portal Gov.br, com layout, cores e brasões semelhantes aos originais. Para tornar o golpe ainda mais convincente, dados pessoais verdadeiros do contribuinte são inseridos nos documentos falsos.
Receita reforça: não envia cobranças por mensagens
O Fisco esclarece que não envia cobranças nem notificações por aplicativos de mensagem, e-mail ou links externos. Pendências, dívidas e avisos legítimos aparecem exclusivamente no e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, acessado apenas pelo site oficial.
Diante de qualquer mensagem suspeita com link, o contribuinte deve ignorar a cobrança e verificar informações diretamente no portal da Receita, digitando o endereço manualmente no navegador.
Sinais típicos do golpe
As páginas falsas costumam utilizar endereços fora do domínio oficial gov.br, um dos principais indícios de fraude. Além disso, as mensagens fraudulentas geralmente incluem:
prazos de poucos minutos para pagamento;
ameaças de bloqueio de CPF ou contas bancárias;
ofertas de “desconto” para pagamento imediato.
Esse padrão de urgência é utilizado para impedir que a vítima tenha tempo de checar a veracidade das informações.
Uso de dados reais preocupa
Um dos aspectos mais graves da nova fraude é o uso de dados verdadeiros, obtidos por meio de vazamentos de grandes bases de informação. Munidos desses dados, os golpistas montam páginas de cobrança com aparência legítima, aumentando o risco de vítima cair no golpe.
Como se proteger
A Receita Federal orienta os contribuintes a:
não clicar em links enviados por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais;
consultar pendências somente no e-CAC, via site oficial;
desconfiar de termos como “urgente”, “último aviso” ou “pague agora”;
ignorar ameaças de bloqueio e ofertas de descontos imediatos.







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