Golpes a idosos em bancos: Polícia Civil aponta organização criminosa com atuação em vários estados
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Divulgação
Polícia Civil identifica quadrilha que aplicava golpes em idosos em agências bancárias.
O trabalho investigativo da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Belo Horizonte resultou na identificação de um grupo criminoso especializado em golpes contra pessoas idosas dentro de agências bancárias. A operação levou à prisão de um homem em São Paulo e ao indiciamento de outros três suspeitos.
As investigações, conduzidas pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, tiveram início após denúncias de vítimas — em sua maioria idosos — que relataram perdas financeiras dentro das agências. Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas ao longo do processo.
Segundo o delegado Alessandro Carlos Rodrigues de Almeida Santa Gema, os criminosos atuavam se passando por funcionários do banco, oferecendo auxílio nos terminais de autoatendimento e aproveitando-se da confiança e vulnerabilidade das vítimas para realizar saques indevidos. A quadrilha possuía divisão de tarefas: enquanto um distraía a vítima, outro realizava a fraude; havia ainda responsáveis pelo monitoramento externo e suporte logístico.
Em Belo Horizonte, foram registrados 34 crimes no último ano, com prejuízos superiores a R$ 200 mil. Levantamentos junto ao banco apontam que o grupo causou perdas de R$ 1,6 milhão em diferentes estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Durante a investigação, a PCMG analisou imagens de segurança, ouviu vítimas e testemunhas, e utilizou autos formais de reconhecimento, permitindo reconstituir a dinâmica dos golpes e identificar os suspeitos, todos com extensa ficha criminal e vinculados a uma organização criminosa originária de São Paulo.
Com base nas provas, a Justiça deferiu prisão preventiva, cumprida em ação integrada entre Minas Gerais e São Paulo, resultando na detenção de um integrante. Ao final do inquérito, três homens de 41, 44 e 50 anos foram indiciados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e receptação, previstos nos artigos 155 e 180 do Código Penal. A investigação estima que a quadrilha tenha entre 13 e 18 integrantes.
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