Golpes contra idosos e lavagem de dinheiro: Polícia Civil avança em operação no Norte de Minas
gazetadevarginhasi
18 de jul. de 2025
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Divulgação
Polícia Civil bloqueia bens de organização criminosa na segunda fase da Operação Vox Vacua em Espinosa.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (17/7), a segunda fase da Operação Vox Vacua, no município de Espinosa, região Norte do estado. A ação tem como foco o desmantelamento de uma organização criminosa investigada por estelionato majorado, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, associação criminosa e litigância predatória.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados judiciais de sequestro de bens ligados ao grupo, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro e confiscar patrimônio obtido por meios ilícitos. Foram apreendidos dois caminhões — um deles encontrado em uma pedreira na cidade baiana de Urandi —, um carro, uma motocicleta, uma moto aquática com carretinha, além de documentos, contratos, dados bancários e dispositivos eletrônicos.
Segundo as investigações, a organização atuava com estrutura sofisticada e segmentada, dividida em núcleos operacionais, jurídicos e logísticos. Os criminosos se aproveitavam da vulnerabilidade de vítimas como idosos, pessoas analfabetas e com deficiência para aplicar golpes financeiros em série.
Para legitimar as ações fraudulentas, o grupo utilizava empresas de fachada, escritórios que se apresentavam como assessorias jurídicas, procurações adulteradas e plataformas tecnológicas. A atuação incluía movimentações patrimoniais suspeitas e judicializações indevidas.
O delegado Eujécio Coutrim, responsável pela operação, destacou a frieza e complexidade do esquema. “Estamos lidando com uma organização que opera com alto grau de sofisticação e frieza. Usavam conhecimento jurídico e recursos tecnológicos para enganar pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Essa segunda fase da operação visa estrangular o fluxo financeiro da organização e aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos.”
As investigações seguem em curso para identificar novos envolvidos e outras possíveis vítimas.
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