Governo prepara política nacional de embarque biométrico para modernizar aeroportos no Brasil
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O governo federal está avançando na criação de uma Política Nacional de Identificação Biométrica voltada para o transporte aéreo, com a proposta de implementar sistemas de embarque biométrico em aeroportos de todo o país. A medida busca modernizar o processo de identificação de passageiros e tornar o embarque mais rápido e seguro.
A iniciativa é conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos e prevê o uso de tecnologias como reconhecimento facial para validar a identidade dos viajantes em diferentes etapas do fluxo aeroportuário. A proposta também inclui integração de bases de dados oficiais, como sistemas governamentais e informações de companhias aéreas, reduzindo a necessidade de apresentação repetida de documentos.
De acordo com informações divulgadas pelo governo em documentos técnicos e iniciativas recentes, o modelo de embarque biométrico faz parte de uma estratégia mais ampla de digitalização do setor de transportes, que também abrange portos e terminais hidroviários.
O sistema deve funcionar em etapas: a validação biométrica ocorreria tanto no acesso às áreas restritas dos aeroportos quanto no momento do embarque na aeronave. A ideia é que o passageiro possa ser identificado automaticamente por meio de dados biométricos previamente cadastrados, agilizando o fluxo nos terminais.
O projeto também se apoia na integração de programas já existentes, como iniciativas de embarque seguro e plataformas digitais de gestão de dados, com o objetivo de criar um modelo unificado de identificação em todo o país.
Segundo o Ministério, a política segue padrões internacionais de segurança e eficiência operacional, alinhados a recomendações de organismos como a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). A proposta também prevê a realização de testes em ambientes controlados antes da implementação em larga escala.
O governo afirma ainda que o uso da biometria poderá reduzir filas, diminuir custos operacionais e aumentar o nível de segurança nos aeroportos, ao dificultar fraudes e reforçar o controle de acesso às áreas sensíveis.
A implementação da política ainda depende de etapas regulatórias e de definição de cronograma, que deverá ser estabelecido por um comitê técnico interinstitucional responsável pela coordenação do projeto.
A iniciativa marca mais um passo da digitalização dos serviços públicos no setor de transportes e deve ser discutida com a sociedade antes da adoção definitiva em todo o território nacional.