Greve dos Correios chega ao fim após 15 dias com reajuste de 4,09% e compensação dos dias parados
há 5 minutos
2 min de leitura
Reprodução
A greve dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. A assembleia realizada na noite de quinta-feira (24), os trabalhadores aprovaram o encerramento do movimento e concordaram em retomar as atividades a partir da noite de 22h, conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O TST considerou que a greve não foi abusiva, decretou a compensação dos dias parados e o reajuste salarial de 4,09%. Uma paralisação pode ser considerada abusiva quando não houver exercício do direito de greve ou descumprimento das regras previstas para o movimento. No caso dos Correios, a empresa havia solicitado que a greve fosse considerada abusiva e que houvesse aplicação de multa de R$ 100 mil por dia de paralisação dos trabalhadores, mas os pedidos foram rejeitados pelo tribunal.
O TST determinou na quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios. A sessão havia sido suspensa na segunda-feira (21), por decisão do ministro Mello Filho, que presidiu a sessão. O julgamento foi retomado às 48 horas após as entidades sindicais apresentarem documentos comprobatórios.
Além da compensação dos dias parados, a decisão definiu reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo-SP, o acordo rejeitou a proposta apresentada pelos Correios nas negociações de acordo coletivo. O principal ponto de divergência estava relacionado ao plano de saúde oferecido aos funcionários, com a adesão de dependentes. Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo atual, enquanto os Correios apontavam que o modelo atual compromete o desempenho financeiro.
A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que as negociações estão avançadas e os pontos de divergência sobre o plano de saúde devem ser objeto de negociação permanente. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo poderia aumentar os gastos das famílias com benefício. O tema também será analisado pelo TST durante o julgamento. A redação aprovada pelo tribunal, porém, ainda não está disponível para publicação no site do sindicato.
Comentários