Greve dos rodoviários provoca longas filas, redução da frota e transtornos no Rio de Janeiro
há 7 horas
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A greve dos rodoviários iniciada neste domingo (29) provocou impactos significativos no transporte público do Rio de Janeiro, com redução da circulação de ônibus, aumento do tempo de espera e lotação acima do normal em diversas regiões da cidade. Passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho, compromissos e atividades do dia a dia desde as primeiras horas da manhã.
Em diversos pontos da capital fluminense, filas se formaram nos terminais e pontos de ônibus devido à diminuição da oferta de veículos. Usuários relataram esperas prolongadas e, em alguns casos, a necessidade de recorrer a aplicativos de transporte, caronas ou ao metrô e aos trens para completar os deslocamentos.
Segundo a prefeitura e empresas do setor, parte da frota permaneceu em operação para atender às determinações legais aplicáveis a serviços considerados essenciais. Ainda assim, a circulação ficou abaixo do normal em várias linhas e regiões da cidade, principalmente nos horários de pico.
A paralisação ocorre após o fracasso das negociações salariais entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus representadas pelo Rio Ônibus. Os trabalhadores reivindicam reajustes salariais superiores aos oferecidos pelas empresas, além de melhorias em benefícios e nas condições de trabalho.
Entre as principais reivindicações da categoria estão salários maiores para motoristas de ônibus convencionais e articulados, aumento do vale-alimentação, implantação de plano de saúde e odontológico, adoção da jornada de trabalho no regime 5x2 e o fim dos contratos temporários em parte das operações do sistema.
As empresas, por sua vez, apresentaram proposta de reajuste salarial de 4,39%, percentual equivalente à inflação acumulada medida pelo IPCA até abril, além de aumento no auxílio-alimentação. O sindicato considerou a oferta insuficiente e decidiu manter a paralisação após assembleia da categoria.
Durante a manhã, também foram registrados episódios de vandalismo contra coletivos e dificuldades operacionais em algumas garagens e corredores de transporte, agravando os efeitos da greve sobre a população.
A prefeitura do Rio acompanha as negociações e busca uma solução para reduzir os impactos aos usuários do sistema de transporte coletivo. Até o fechamento da reportagem, não havia confirmação sobre um acordo entre empresários e trabalhadores nem previsão para o encerramento da greve.
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