Grupo criminoso atuava em vários estados com golpes bancários
há 46 minutos
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Divulgação
Casal é preso suspeito de fraude biométrica e golpes bancários em operação da Polícia Civil.
A Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Civil do Distrito Federal prenderam preventivamente um homem de 31 anos e uma mulher de 33, investigados por estelionato e fraudes bancárias envolvendo falsificação de dados biométricos. A prisão ocorreu no aeroporto de Brasília durante a Operação Janus.
Segundo as investigações, o casal utilizava falsificação biométrica facial e digital para acessar contas bancárias de vítimas, realizar saques e contratar empréstimos sem autorização.
Durante a ação policial, foram apreendidos celulares supostamente utilizados nos crimes e cerca de 8 mil dólares em espécie. Os aparelhos serão periciados pela Polícia Civil mineira, responsável pelas investigações.
Além da PCDF, a operação contou com apoio da Polícia Federal.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, após uma vítima de 46 anos descobrir que criminosos haviam acessado sua conta digital, alterado a biometria cadastrada e realizado diversos saques em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.
De acordo com a polícia, o homem preso teria utilizado uma Carteira Nacional de Habilitação falsa com dados da vítima para registrar nova biometria no sistema bancário. Após assumir o controle da conta, os suspeitos teriam realizado saques e empréstimos que causaram prejuízo aproximado de R$ 100 mil.
A investigação identificou que os suspeitos fazem parte de uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias. O grupo teria vítimas em diferentes estados, incluindo Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Ceará e Rio de Janeiro.
Segundo o delegado Alessandro Santa Gema, os investigados possuem empresas que podem estar sendo utilizadas para lavagem de dinheiro.
As apurações também apontaram que os suspeitos residem no Distrito Federal, motivo pelo qual a Justiça autorizou as prisões preventivas e mandados de busca e apreensão.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo criminoso e rastrear o destino dos valores desviados das vítimas. Uma terceira investigada segue foragida.