Grupo no Iêmen usou IA Claude da Anthropic para projetar foguete guiado, míssil de 2 mil km e veículo hipersônico
há 16 horas
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Um grupo situado no norte do Iêmen utilizou o Claude, sistema de inteligência artificial da empresa americana Anthropic, para desenvolver projetos de armas teleguiadas. A informação foi revelada pela própria companhia em relatório divulgado na quinta-feira (10). Segundo a investigação, a IA foi usada para elaborar três sistemas bélicos: um foguete guiado, um míssil balístico com alcance superior a 2 mil quilômetros e um projétil equipado com planador hipersônico. A empresa ressalta, porém, que não há evidências de que qualquer um dos projetos tenha se transformado em arma operacional.
O grupo recorreu à inteligência artificial para realizar tarefas que normalmente exigiriam uma equipe de engenheiros especializados em orientação, navegação e controle de armas. Um dos projetos previa um foguete capaz de ajustar sua própria trajetória em voo, valendo-se de sistema de orientação com cálculos semelhantes aos de um smartphone. O grupo chegou a realizar teste de lançamento, que terminou em falha.
O segundo projeto consistia em um míssil balístico com alcance superior a 2 mil quilômetros, capaz de percorrer trajetória em alta altitude e atingir regiões muito distantes. O terceiro envolvia um veículo hipersônico, capaz de manobrar em voo e atingir velocidades superiores a cinco vezes a velocidade do som.
A Anthropic não identificou publicamente o grupo responsável, mas informou que ele estava baseado em área do norte do Iêmen controlada pelos houthis — movimento político-militar apoiado pelo Irã. A empresa não afirmou, porém, que os projetos tenham sido elaborados diretamente pelo movimento. O relatório faz parte de investigação mais ampla sobre usos considerados ilegais ou maliciosos da ferramenta, e a empresa informou ter interrompido contas e operações de usuários envolvidos.
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