Grupo Unis debate visão ampliada de saúde em aula sobre a CIF da OMS
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Alunos do Grupo Unis vivenciaram uma experiência acadêmica voltada à compreensão da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de ampliar o olhar sobre o conceito de saúde e suas múltiplas dimensões.
Ao longo da aula, conduzida pela professora Laisa Afonso, foram discutidos os fundamentos da CIF e sua importância na formação de profissionais mais atentos às realidades sociais e às diferentes condições de vida das pessoas. A docente destacou que o modelo rompe com a visão limitada centrada apenas no diagnóstico clínico, propondo uma análise que considera o indivíduo em seu contexto.
Nesse sentido, foi reforçada em sala a compreensão de que funcionalidade e incapacidade não são determinadas exclusivamente por fatores biológicos. Elas resultam da interação entre as condições de saúde da pessoa e os elementos do ambiente físico, social e estrutural em que ela vive. A fala apresentada pela professora sintetiza essa proposta: “A CIF coloca cada pessoa em um contexto: funcionalidade e incapacidade são resultados da interação entre as condições de saúde da pessoa e seu ambiente”.
A discussão evidenciou que barreiras arquitetônicas, ausência de políticas públicas adequadas, preconceitos e limitações estruturais podem impactar diretamente a participação social. Da mesma forma, ambientes acessíveis, inclusivos e planejados favorecem a autonomia e a inserção plena do indivíduo na sociedade.
Ao ampliar o conceito de saúde para além da ausência de doença, a CIF contribui para uma compreensão integrada, que envolve acessibilidade, inclusão e direitos humanos. Essa perspectiva reforça a responsabilidade dos profissionais em atuar não apenas no cuidado individual, mas também na defesa de práticas e políticas que promovam equidade.
Com debates participativos e exemplos práticos, a aula estimulou o pensamento crítico dos estudantes, fortalecendo a percepção de que a atuação profissional precisa considerar o contexto social e as condições estruturais que influenciam a vida das pessoas.
Iniciativas como essa reafirmam o compromisso acadêmico com uma formação sólida e contemporânea, demonstrando que a construção de uma sociedade mais acessível passa, necessariamente, pelo entendimento de que saúde, funcionalidade e direitos humanos estão profundamente interligados.