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Hamas deixa governo de Gaza e abre caminho para comitê gestor palestino

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a dissolução do governo que administrava a Faixa de Gaza, abrindo caminho para que um comitê formado por técnicos palestinos assuma a gestão civil do território. A medida faz parte do plano de transição previsto no acordo de cessar-fogo negociado entre o grupo e Israel, com mediação dos Estados Unidos.

Em comunicado, o Hamas informou que encerrou oficialmente o funcionamento do órgão responsável pela administração dos ministérios de Gaza. Apesar disso, os ministérios e os servidores técnicos permanecerão em atividade para garantir a continuidade dos serviços públicos até que a transição seja concluída.

A expectativa é que a administração passe a ser exercida por um comitê de especialistas palestinos, criado para conduzir a gestão civil da Faixa de Gaza durante o período de reconstrução. O grupo afirmou que está disposto a facilitar o trabalho desse colegiado como parte dos compromissos assumidos no processo de cessar-fogo.

A decisão representa um dos principais pontos previstos para o período pós-guerra, que busca estabelecer uma administração civil independente para o território. No entanto, o Hamas indicou que continuará exercendo influência sobre áreas ligadas à segurança enquanto permanecer com esse controle em partes de Gaza.

O Conselho da Paz criado para acompanhar a implementação do acordo afirmou que recebeu o anúncio, mas ressaltou que avaliará o cumprimento dos compromissos com base em ações concretas, e não apenas nas declarações feitas pelo grupo.

O processo de transição, entretanto, ainda enfrenta obstáculos. Entre os principais impasses estão as negociações sobre o desarmamento do Hamas e outros pontos do acordo de cessar-fogo, além da necessidade de autorização para que o comitê gestor exerça efetivamente suas funções dentro da Faixa de Gaza.

Enquanto as negociações seguem, a situação humanitária no território continua delicada. Mesmo após a entrada em vigor da trégua, confrontos e ataques ainda são registrados em algumas regiões, mantendo o cenário de instabilidade na Faixa de Gaza.

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Gazeta de Varginha

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