Homem que invadiu Fórum de Varginha morre após ser baleado durante atendimento no Hospital Bom Pastor
4 de ago.
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Reprodução
O homem de 36 anos que invadiu o Fórum da Comarca de Varginha na tarde da última sexta-feira (31) morreu após ser baleado por um policial militar durante atendimento no Hospital Bom Pastor. Segundo a Polícia Militar, ele estava sob custódia da corporação quando teria ameaçado os policiais com uma tesoura dentro do Pronto Atendimento da unidade de saúde.
Patrick de Paula Gomes chegou a ser socorrido após o disparo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso começou por volta das 12h30, quando Patrick invadiu o perímetro externo do Fórum da Comarca de Varginha. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ele teria pulado os gradis de proteção, danificado o vidro de uma porta e sofrido ferimentos em algumas partes do corpo. Ainda segundo o TJMG, os protocolos de segurança foram acionados e o homem foi contido e isolado pelos vigilantes do Fórum até a chegada da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu. Após negociação, ele teria se entregado e foi encaminhado para atendimento médico.
Em nota, o 24º Batalhão da Polícia Militar informou que foi acionado após a denúncia de que um homem, que estaria com uma faca, havia danificado portas do local e afirmava que atentaria contra a própria vida.
Os militares encontraram Patrick com lesões no braço esquerdo, causadas após a
quebra de uma porta de vidro. Ele foi contido e levado ao Hospital Bom Pastor.
Durante o atendimento, segundo a PM, o homem teria pegado uma tesoura e avançado contra os policiais. Mesmo após diversas ordens para que soltasse o objeto, a ação teria continuado. A corporação informou que uma pistola de choque foi utilizada, mas não teria sido suficiente para contê-lo.
A PM afirmou que o uso da arma de fogo ocorreu diante da continuidade da ameaça e teve como objetivo preservar a integridade dos policiais, profissionais de saúde e demais pessoas presentes no hospital. Após ser atingido, Patrick foi socorrido, mas morreu. A Polícia Judiciária Militar ficou responsável pelas providências relacionadas ao caso, seguindo os protocolos da corporação. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Patrick possuía passagens pelo sistema prisional desde 2010. Sua última admissão ocorreu no Presídio de Varginha, entre setembro de 2024 e julho de 2026, quando passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
O Tribunal de Justiça informou que ele respondeu por processos relacionados aos crimes de furto e roubo e destacou que poderiam existir outras ações em segredo de Justiça ou em outras esferas judiciais.
A Polícia Militar informou ainda que Patrick possuía registros envolvendo ocorrências de roubo, furto, lesão corporal, agressão e porte ilegal de arma branca.
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