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Indústria do lítio agrega em 50 vezes o valor da sua produção no Brasil

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O Brasil possui condições favoráveis para se consolidar entre os principais produtores mundiais de lítio, mas ainda precisa avançar em segurança jurídica, políticas para o setor e agregação de valor à produção. A avaliação foi feita por executivos de grandes empresas durante a Conferência de CEOs do Lithium Business 2026, realizada em Salinas, no Norte de Minas Gerais.
Durante o encontro, representantes da indústria destacaram como diferenciais do país a qualidade das reservas minerais, os projetos em desenvolvimento, a matriz energética renovável, os custos competitivos de produção e a crescente demanda global por minerais estratégicos para a transição energética.
O analista da Benchmark Mineral Intelligence, Frederick Gay, afirmou que, após um período de forte volatilidade, o mercado global do lítio busca maior equilíbrio entre oferta, demanda, competitividade e sustentabilidade, cenário que favorece o Brasil.
Para o vice-presidente de Relações Internacionais e Desenvolvimento de Negócios da Sigma Lithium, Daniel Abdo, o mercado voltou a priorizar projetos sólidos e confiáveis.
"O mercado voltou a focar no que realmente faz diferença: qualidade dos recursos, eficiência operacional, disciplina financeira e consistência na entrega dos produtos", afirmou. Segundo ele, a demanda continua impulsionada pelos veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e data centers. Abdo ressaltou ainda que sustentabilidade precisa ser comprovada por resultados concretos.
"Não basta dizer que uma operação é sustentável. É preciso comprovar isso com dados, mostrando desempenho ambiental consistente", declarou. O CEO da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), Vinícius Alvarenga, destacou que o Brasil já está entre os países com menor custo de produção e possui potencial para alcançar entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas anuais de concentrado de lítio nos próximos cinco a dez anos.
"O Brasil está entre os menores custos de produção do mundo. Os projetos que foram implantados são economicamente sustentáveis e vieram para ficar", afirmou.
Os executivos também defenderam maior segurança jurídica para atrair investimentos e afirmaram que o avanço da cadeia produtiva dependerá de competitividade econômica e desenvolvimento tecnológico.
A diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil, Marisa Cesar, afirmou que o país já domina etapas importantes do processamento do lítio, mas que novos investimentos exigem condições econômicas favoráveis. Já o presidente da AMG Brasil, Fabiano Costa, destacou que o país possui conhecimento técnico, mão de obra qualificada e capacidade para agregar valor à produção, embora a forte capacidade instalada da China represente um desafio para novos empreendimentos.
Outro ponto destacado foi a importância da cooperação entre as empresas instaladas no Vale do Jequitinhonha. Segundo os participantes, o crescimento conjunto fortalece toda a cadeia produtiva, amplia a competitividade e impulsiona o desenvolvimento regional.
Ao final da conferência, os executivos demonstraram confiança no futuro do setor. A avaliação foi de que o Brasil reúne recursos naturais, energia limpa e projetos em escala capazes de consolidar o país entre os principais produtores mundiais de lítio nos próximos anos.
Fonte: Sindijori

Gazeta de Varginha

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