Inflação de Varginha sobe 0,50% em janeiro e pressão vem da Educação
há 2 dias
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O Índice Municipal de Preços ao Consumidor de Varginha (IMPC) registrou uma alta de 0,50% em janeiro de 2026 em comparação ao mês anterior. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 3,57%, refletindo variações significativas nos preços de diferentes setores da economia local. Os números foram divulgados pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), do Instituto Federal do Sul de Minas, em parceria com o Unis e o GEESUL.
A pesquisa mensal envolve a coleta de aproximadamente 500 preços de 44 itens, distribuídos em cinco grandes grupos de gastos: Alimentação, Habitação, Transporte, Educação e Comunicação. Esses dados permitem acompanhar de perto o comportamento do consumo na cidade e identificar os produtos e serviços que mais impactam o bolso do consumidor.
De acordo com o levantamento, o aumento de janeiro foi impulsionado principalmente pelo grupo Educação, que registrou alta de 8,98%. O crescimento se deve aos reajustes anuais das mensalidades do ensino básico, comuns neste período do ano. O setor de Transporte também contribuiu para a elevação do índice, com variação de 0,53%, influenciado pelo aumento no preço dos combustíveis: etanol (1,26%), gasolina (0,77%) e diesel (0,18%).
Alimentação apresenta queda e alívio para consumidores
Por outro lado, o grupo Alimentação apresentou recuo de -1,81%, oferecendo um alívio temporário no bolso dos consumidores. A redução de preços foi favorecida pela maior oferta sazonal de alguns produtos, como batata (-26,93%), cebola (-21,31%) e banana (-13,58%).
Ainda assim, nem todos os alimentos ficaram mais baratos. Alguns itens básicos tiveram aumento significativo: o tomate subiu 15,99%, afetado pelo ritmo mais lento de maturação devido às condições climáticas; a carne bovina apresentou alta de 2,75%, impulsionada pela forte demanda tanto interna quanto externa; e o feijão carioquinha teve reajuste de 2,50%, em razão da redução do ritmo de colheita.
No grupo Habitação, houve leve queda de -0,06%, com destaque para produtos de limpeza geral da residência (0,18%) e itens de higiene pessoal (-0,20%). O grupo Comunicação manteve-se praticamente estável, com recuo marginal de -0,01%, mostrando pouca variação nos serviços de telefonia, internet e outros meios de comunicação.
Comparativo nacional e previsões para os próximos meses
Em comparação ao cenário nacional, a inflação de Varginha em janeiro (0,50%) ficou acima da média medida pelo IPCA, que registrou aumento de 0,33%. Quanto à difusão inflacionária, houve uma melhora significativa: 36,4% dos produtos pesquiszados tiveram aumento de preços, índice menor do que os 45,5% registrados em dezembro. No entanto, a amplitude entre o produto com maior alta e o de maior queda chegou a 42,9 pontos percentuais, indicando variações intensas nos extremos da tabela.
Para fevereiro, os pesquisadores projetam estabilidade ou leve aumento nos preços. Espera-se que a intensificação das colheitas beneficie os alimentos, desde que as chuvas não causem atrasos. Já o setor de serviços ainda pode registrar reajustes, principalmente nos segmentos de educação e transporte, que costumam revisar preços no início do ano.
Essa análise reforça a importância de acompanhar os índices de preços localmente, permitindo que consumidores e comerciantes ajustem suas estratégias diante das oscilações do mercado.
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