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Influenciador digital é indiciado por morte de mulher trans no Santo André, em Belo Horizonte

  • 17 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Um influenciador digital de 24 anos foi identificado como responsável pela morte de Gabriela da Silva Borges, uma mulher trans de 50 anos, no bairro Santo André, região Noroeste de Belo Horizonte.

O corpo de Gabriela foi encontrado em 26 de junho, dentro de seu apartamento, enrolado em um cobertor.

A motivação do crime pode ter sido financeira. Segundo o inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais, Gabriela foi vista pela última vez com vida na noite de 23 de junho, quando saiu para se divertir em bares de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Após problemas com o portão de seu prédio, ela saiu novamente de carro e se encontrou com o influenciador. Os dois voltaram para o apartamento dela por volta das 5h da manhã, mas, após isso, Gabriela não foi mais vista saindo do prédio.


Imagens de câmeras de segurança mostram o acusado deixando o local sozinho e entrando no carro da vítima.


De acordo com o delegado Lucas Nunes, titular da Delegacia de Homicídios Noroeste, a hora da morte determinada pela perícia coincide com o momento em que o suspeito estava dentro do apartamento da vítima.


Ele também é apontado como o responsável por subtrair os bens de Gabriela. Dentro do apartamento, foram encontrados sinais de luta, como móveis revirados, peruca fora de lugar e unhas postiças da vítima espalhadas.


Gabriela morreu por asfixia. A Polícia Civil não conseguiu esclarecer totalmente a relação entre o influenciador e Gabriela, mas confirmou que os dois se conheciam. A motivação do crime ainda não foi completamente determinada, mas a polícia acredita que envolva questões financeiras e matrimoniais.


Após o assassinato, o suspeito movimentou cerca de R$ 20 mil na conta bancária da vítima e se apropriou de itens dela, como perfumes e joias, repassando-os a pessoas próximas.


Além disso, ele emprestou o carro de Gabriela para duas amigas, que foram presas por receptação. O homem está foragido e teve a prisão temporária solicitada.


Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo fútil, asfixia e ação dissimulada que dificultou a defesa da vítima. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.


O suspeito, que tem mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, desativou suas contas após o crime. A Polícia Civil acredita que ele esteja em Minas Gerais ou em outro estado.


Contexto do caso: Gabriela da Silva Borges, uma mulher trans de 50 anos, estava em Belo Horizonte para passar férias. Ela morava na Itália e tinha parentes na capital mineira.


O crime foi descoberto quando o subsíndico do prédio, que não conseguia contato com a moradora, percebeu um cheiro forte vindo de seu apartamento.


Ao arrombar a porta, a Polícia Militar encontrou Gabriela já sem vida, deitada e coberta.


A perícia inicial indicou asfixia como causa da morte. O celular da vítima estava ausente, mas amigos relataram que o aparelho estava ativo, com mensagens sendo enviadas no WhatsApp.


Inicialmente, um homem de 43 anos, visto pela última vez com Gabriela, foi considerado suspeito, mas não foi localizado. O carro de Gabriela foi encontrado com duas jovens, de 18 e 20 anos, que alegaram não saber a quem pertencia o veículo. Elas foram presas por receptação.


Fonte: O Tempo

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Gazeta de Varginha

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