Influenciadores relatam à Polícia Federal propostas para defender Banco Master e atacar o Banco Central
há 7 horas
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A Polícia Federal avançou nas investigações sobre uma suposta campanha organizada para contratar influenciadores digitais e páginas de celebridades com o objetivo de defender o Banco Master e criticar o Banco Central. O inquérito reúne depoimentos de criadores de conteúdo que afirmam ter sido procurados por agências oferecendo propostas financeiras para participar da iniciativa.
Um dos depoimentos colhidos pelos investigadores foi o do vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), que possui cerca de dois milhões de seguidores no Instagram. Segundo ele relatou à Polícia Federal, foi procurado por André Salvador, ligado à empresa UNLTD, com uma proposta de trabalho voltada à área de gestão de crise e reputação.
De acordo com o parlamentar, o nome do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, só foi mencionado durante uma reunião virtual realizada por meio do Google Meet. Na conversa, os participantes teriam indicado que a proposta envolveria valores milionários, embora não tenham detalhado os montantes exatos.
A investigação da Polícia Federal foi aberta no fim de janeiro e busca esclarecer uma série de publicações feitas por influenciadores digitais contra o Banco Central. A corporação mapeou conteúdos publicados entre 9 de dezembro do ano passado e 6 de janeiro deste ano, identificando ao menos 40 perfis que podem ter participado do chamado “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, os conteúdos publicados apresentavam mensagens semelhantes e formato padronizado, afirmando que pessoas comuns seriam prejudicadas com o suposto “desmoronamento” do Banco Master e sugerindo que a liquidação da instituição pelo Banco Central teria ocorrido de forma precipitada ou em prazo incomum.
A Polícia Federal identificou que a abordagem aos influenciadores teria sido realizada por representantes da agência Mithi, ligada ao empresário Thiago Miranda, além de André Salvador, da empresa UNLTD. Procurada anteriormente, a UNLTD Brasil afirmou não possuir contrato com o Banco Master, enquanto Thiago Miranda não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Os próximos passos da investigação incluem ouvir os possíveis contratantes da campanha para esclarecer quem financiou o projeto, quais eram os objetivos das publicações e de onde teriam saído os recursos utilizados para a iniciativa.
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