“Injustiça”, diz testemunha que presenciou morte de motociclista no Bairro Castelo, em Belo Horizonte
gazetadevarginhasi
há 1 hora
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fonte: estado de minas
“Injustiça”. Foi assim que a profissional de relações públicas Anny Lima definiu o acidente que resultou na morte do motociclista Nadson Carvalho Morais, de 22 anos, na tarde de domingo (11/1), na Avenida Miguel Perrela, no Bairro Castelo, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ela afirma ter presenciado toda a dinâmica da colisão, que envolveu uma caminhonete Toyota Hilux.
Em entrevista à TV Alterosa, durante uma manifestação realizada no local do acidente na segunda-feira (12/1), Anny relatou que o motorista da caminhonete, identificado como Luan Pablo Miranda da Silva, de 19 anos, teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Segundo ela, após o fechamento do semáforo, alguns carros passaram rapidamente e, logo em seguida, a Hilux atravessou o cruzamento em alta velocidade, atingindo a lateral da moto, que foi arremessada, girou no ar, bateu no capô do veículo e caiu no asfalto.
A testemunha contou que acionou o socorro imediatamente, mas criticou a demora no atendimento. “Ele ainda falou comigo, disse o CPF, a idade e afirmou que não estava sentindo dor. O que mais me revolta é que o motorista não foi abordado naquele momento. As pessoas perguntavam sobre o bafômetro, mas nada foi feito”, afirmou.
Anny também relatou momentos de tensão após o acidente, quando motociclistas tentaram agredir o motorista. Para conter a confusão, policiais utilizaram spray de pimenta. Segundo ela, a ação acabou prejudicando o atendimento de emergência. “Eu fiquei tossindo, meu marido também, e até o pessoal do Samu inalou o spray. Eles tentaram reanimar, mas não conseguiram”, contou, emocionada.
Ainda de acordo com a testemunha, o motorista foi colocado no camburão da Polícia Militar devido à confusão no local. Em meio a aplausos de motociclistas que participavam do protesto, ela lamentou o desfecho. “Se o resgate tivesse chegado dois minutos antes, talvez ele estivesse vivo. Eu vi a Hilux avançar o sinal”, afirmou.
Prisão do motoristaA Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que a prisão em flagrante do motorista da caminhonete foi ratificada na tarde de segunda-feira (12/1). Conforme despacho registrado no Sistema de Informações Processuais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), há indícios da prática de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravantes legais.
Segundo a PCMG, o condutor foi preso por suspeita de homicídio culposo no trânsito na forma qualificada, em razão do uso de substância psicoativa que causa dependência, além de direção perigosa. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Em nota, a defesa de Luan Pablo Miranda da Silva informou que os advogados não estiveram presentes no local do acidente e que a atuação profissional ocorreu apenas na delegacia. A defesa também manifestou solidariedade aos familiares da vítima e respeito à memória de todos os envolvidos.
O acidenteDe acordo com a Polícia Militar, o acidente aconteceu no início da tarde de domingo (11/1), quando a caminhonete Hilux trafegava em alta velocidade pela Avenida Presidente Tancredo Neves, avançou o sinal vermelho no cruzamento com a Avenida Miguel Perrela e colidiu com a motocicleta Honda CG Titan conduzida por Nadson.
Com o impacto, o jovem foi arremessado e morreu no local. A perícia da Polícia Civil foi acionada e investiga as circunstâncias do acidente. Informações preliminares indicam que o motorista poderia estar alcoolizado, mas a confirmação depende da conclusão dos exames e do andamento das investigações.