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Interlocutores de André Mendonça consideram “vexame” eventual aval da PGR à delação de Daniel Vorcaro

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Interlocutores do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmaram considerar um “vexame” uma eventual aprovação, pela Procuradoria-Geral da República, da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação ocorre em meio às negociações envolvendo a colaboração do empresário investigado no caso do Banco Master.

Segundo informações publicadas pela jornalista Andréia Sadi, pessoas próximas a Mendonça afirmam que a defesa de Vorcaro teria procurado o ministro em busca de um acordo de colaboração premiada. Ainda de acordo com os interlocutores, houve discussões consideradas ríspidas entre o ministro e os advogados do ex-banqueiro durante as tratativas relacionadas à possível delação.

Os relatos apontam que interlocutores do ministro avaliam que um eventual aval da Procuradoria-Geral da República ao acordo poderia representar desgaste para a atuação de Mendonça no caso. As conversas ocorreram no contexto das investigações ligadas à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Daniel Vorcaro é investigado em diferentes frentes da operação conduzida pela Polícia Federal. As apurações incluem suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e invasão de dispositivos informáticos. O empresário chegou a ser preso em fases anteriores da investigação.

Segundo a publicação, a defesa de Vorcaro enviou anexos relacionados à delação à Polícia Federal. O conteúdo, porém, ainda depende de análise e eventual validação pelos órgãos responsáveis. Interlocutores de Mendonça afirmam que o ministro teria adotado postura dura durante as negociações com os advogados do empresário investigado.

A Operação Compliance Zero teve início em 2024 e investiga operações ligadas ao Banco Master. As diferentes fases da investigação já resultaram em prisões, bloqueios de bens e cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos estados. O caso também provocou desdobramentos no Supremo Tribunal Federal e em órgãos de investigação federais.

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Gazeta de Varginha

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