Investigação aponta que vereador de São Paulo foi condenado à morte pelo PCC, mas teria sido perdoado pela facção
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As investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o sistema de transporte público da capital paulista revelaram que o vereador paulistano Senival Moura teria sido condenado à morte pelo Primeiro Comando da Capital, mas acabou sendo perdoado pela organização criminosa.
Segundo os investigadores, a condenação teria ocorrido após um desvio de recursos atribuído ao parlamentar e a outros envolvidos em 2020. Conforme a apuração policial, integrantes da facção determinaram a execução do vereador em razão do prejuízo financeiro causado ao grupo criminoso.
De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, o político teria sido posteriormente perdoado após o ressarcimento dos valores desviados, o que levou a facção a retirar a ordem de execução.
As informações vieram à tona durante a investigação que resultou na prisão temporária do vereador no âmbito da Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas ligadas ao transporte coletivo da capital paulista.
Além do vereador, outros suspeitos foram alvo das medidas judiciais cumpridas durante a ação policial. Os investigadores apuram a participação de empresários do setor de transporte e de integrantes da facção em um suposto esquema destinado a ocultar e movimentar recursos do grupo criminoso.
A defesa do parlamentar nega irregularidades e contestou as acusações apresentadas pelas autoridades. Até o momento, não há condenação judicial contra o vereador em relação aos fatos investigados, e o caso segue em apuração pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
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