Irã acusa EUA de negar vistos a jornalistas antes da Assembleia da ONU; delegação recebeu autorização com restrições
há 11 horas
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou nesta segunda-feira (21) a decisão dos Estados Unidos de negar vistos a jornalistas que acompanhariam a delegação iraniana à Assembleia Geral da ONU. Em publicação na rede social X, afirmou que a medida não é gestão de acesso, mas sim uma forma de ocultar a realidade e dar prosseguimento a uma campanha de desinformação, violando o direito à informação. Baghaei ainda comparou a postura americana à "Cortina de Ferro" da Guerra Fria, dizendo que o país que ajudou a derrubar barreiras ideológicas agora cria as suas próprias dentro de casa.
A própria delegação diplomática iraniana enfrentou dificuldades: a autorização para entrar nos EUA só foi liberada na quinta-feira passada (17). Mesmo com a permissão, foram impostas restrições de circulação e proibição de compra de certos produtos, incluindo artigos de luxo. A delegação será menor que a do ano anterior e as limitações se aplicam inclusive ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conforme confirmou fonte ao jornal France-Presse.
O impasse ocorre em meio a um conflito que já dura sete meses entre os dois países, iniciado com operação conjunta dos EUA e de Israel contra o território iraniano. A violência deixou vítimas, incluindo altas autoridades do regime. Na última quinta-feira, especialistas em direitos humanos da ONU divulgaram relatório apontando "motivos razoáveis" para crer que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em ataques no Irã — entre eles, um bombardeio que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do país.
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