Irã ameaça destruir infraestrutura da região caso EUA ataquem usinas do país
há 1 hora
2 min de leitura
Reprodução
O Irã ameaçou destruir a infraestrutura da região caso os Estados Unidos cumpram a promessa de atacar usinas e outras instalações energéticas iranianas. A declaração foi feita por um porta-voz militar iraniano nesta quinta-feira (16), em resposta às recentes ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de ampliar as operações contra alvos estratégicos do país.
Segundo o representante militar, qualquer ofensiva dos Estados Unidos contra pontes, usinas de energia ou outras estruturas consideradas essenciais provocará uma resposta ampla por parte de Teerã. Ele afirmou que, nesse cenário, "toda a infraestrutura em toda a região" poderá ser alvo de ataques iranianos.
As declarações ocorreram após Trump afirmar, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos pretendem atacar pontes e usinas de energia iranianas na próxima semana, caso o governo de Teerã não retorne à mesa de negociações. O presidente norte-americano disse que deixará os alvos do setor de energia para o fim da ofensiva, mas indicou que eles serão atingidos se não houver acordo.
Além da ameaça envolvendo a infraestrutura regional, autoridades iranianas reforçaram que o Estreito de Ormuz representa uma "linha vermelha" para o país. Segundo Teerã, um ataque contra instalações estratégicas poderá resultar em medidas que afetem o transporte de energia na região, ampliando os impactos do conflito.
A escalada de declarações ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, fontes ouvidas pela Reuters informaram que o Irã orientou os Houthis a se prepararem para atacar embarcações próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb caso os EUA realizem ataques contra as usinas iranianas, ampliando o risco de novos confrontos no Oriente Médio.
As novas ameaças elevam a preocupação internacional sobre uma possível ampliação do conflito e seus reflexos sobre a infraestrutura energética e as rotas marítimas da região, consideradas estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.
Comentários