Irã critica adiamento de reunião sobre Ormuz a pedido da Arábia Saudita e anuncia acordo com Omã
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O governo do Irã criticou o adiamento de uma reunião regional sobre o Estreito de Ormuz, marcada para esta segunda-feira (14) em Omã. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, o encontro foi postergado a pedido da Arábia Saudita, que alegou os recentes acontecimentos no Iêmen como motivo. O Irã classificou o argumento como "uma distração das causas fundamentais da crise" e informou que, em conjunto com Omã, decidirá como anunciar o novo acordo sobre regras de navegação na via marítima.
A reunião reuniria diplomatas de alto escalão dos países árabes do Golfo com o ministro das Relações Exteriores do Irã, para discutir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Bahrein já havia informado que não participaria. O adiamento foi anunciado no domingo (13) pelo próprio Omã, que citou "interesses de consenso". Segundo fontes diplomáticas, a Arábia Saudita apresentou alterações ao texto proposto por temer que a redação criasse um novo status quo inaceitável para os países árabes.
Baghaei reiterou que o Irã não interfere nos assuntos do Iêmen e classificou o grupo houthi como ente independente. A semana foi marcada por ataques contra infraestrutura saudita de petróleo, incluindo o oleoduto Leste-Oeste. O presidente dos EUA, Donald Trump, atribuiu a ação ao Irã, o que foi "categoricamente negado" por Teerã. O Irã defende que a região deve resolver seus próprios assuntos sem interferências externas.
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