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Irã reafirma que “não negociará com os Estados Unidos” em meio a tensões crescentes no Oriente Médio

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, autoridades iranianas negaram veementemente a possibilidade de retomar conversações diretas com os Estados Unidos, refutando informações que haviam circulado sobre um suposto interesse de Teerã em reiniciar negociações com Washington em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, que ocupa o cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, afirmou nesta data que o país não negociará com os Estados Unidos, contradizendo declarações anteriores do presidente norte-americano, Donald Trump, que havia sugerido que a nova liderança iraniana demonstrava interesse em retomar o diálogo com Washington.

Por meio de uma publicação em sua conta na rede social X, Larijani negou relatos de que ele teria tentado, por meio de intermediários do Sultanato de Omã, reestabelecer negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, a informação estava equivocada e não refletia a posição oficial do governo iraniano.

Em contraste com a declaração de Larijani, Trump havia afirmado em entrevistas divulgadas no domingo, 1º de março, que estava preparado para dialogar com a liderança iraniana remanescente após ataques dos Estados Unidos e de Israel que tinham resultado em mortes de altos líderes no Irã. Numa dessas entrevistas, o presidente norte-americano declarou que “eles querem falar, e eu concordei em falar, então estarei falando com eles”, em referência à disposição iraniana para negociar, segundo relatos da imprensa internacional.

Larijani também usou sua publicação para criticar duramente a condução da política estadunidense na região, acusando o governo Trump de ter “mergulhado a região no caos”, em um comentário que refletiu a profunda deterioração das relações diplomáticas entre Teerã e Washington.

Além de Larijani, outras lideranças iranianas, como o ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi, haviam afirmado anteriormente, em conversas com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberto a “esforços sérios” para reduzir as tensões após ataques militares de Israel e dos Estados Unidos, mas essa posição não se traduziu em um compromisso de reengajar formalmente os EUA em negociações diretas.

O contexto dessa declaração ocorre em meio a um quadro de intensificação do conflito entre o Irã e uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel, que tem provocado repercussões regionais e globais, incluindo impactos em mercados de energia e instabilidade política no Oriente Médio.

A posição expressa por Larijani representa um ponto definitivo de recusa às negociações diretas com Washington neste momento, deixando claro que, apesar de comentários prévios sobre uma possível retomada do diálogo, a linha oficial do governo iraniano é de rejeição ao engajamento diplomático direto com os Estados Unidos neste estágio.

Gazeta de Varginha

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