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Irã usa crianças em trabalhos de segurança na guerra, indicam testemunhas e relatos à imprensa

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Testemunhas e organizações de direitos humanos relataram que o Irã tem utilizado crianças em atividades de segurança em meio ao atual conflito no país. As informações foram divulgadas pela imprensa internacional e indicam que menores estariam atuando em postos de controle e patrulhamento em diferentes cidades, incluindo a capital Teerã.

O caso ganhou repercussão após a morte de um menino de 11 anos, identificado como Alireza Jafari, que teria sido atingido durante um ataque aéreo enquanto ajudava em um posto de controle ao lado do pai. Segundo relatos da família, ambos participavam de atividades ligadas à segurança local quando foram mortos no episódio ocorrido em março.

De acordo com testemunhas ouvidas pela imprensa, crianças e adolescentes vêm sendo vistos em funções típicas de forças de segurança, algumas vezes armados. Moradores afirmaram ter presenciado jovens participando de abordagens a veículos, patrulhas nas ruas e controle de áreas urbanas, em cidades como Teerã, Karaj e Rasht.

Os relatos indicam que o recrutamento estaria ligado à milícia Basij, uma organização paramilitar voluntária associada ao governo iraniano. Um integrante da Guarda Revolucionária afirmou que o país passou a aceitar “voluntários” a partir dos 12 anos para integrar programas de apoio à segurança durante a guerra.

Especialistas e entidades internacionais criticaram a prática. A organização Human Rights Watch classificou o recrutamento de menores como uma grave violação dos direitos das crianças e afirmou que o uso de jovens em funções militares pode configurar crime de guerra, especialmente no caso de menores de 15 anos.

Além das questões legais, analistas alertam para os riscos à população civil. Segundo especialistas em direito internacional, a atuação de crianças em situações de conflito pode aumentar a violência, já que menores não possuem treinamento adequado e podem agir sob pressão em contextos de alto risco.

O contexto dessas denúncias está ligado à escalada recente do conflito envolvendo o Irã, que se intensificou após ataques de forças estrangeiras e ações de retaliação na região. Em meio à guerra, o país enfrenta dificuldades operacionais e, segundo analistas, pode estar recorrendo a medidas emergenciais para suprir a falta de pessoal em atividades de segurança.

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Gazeta de Varginha

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