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Israel inicia demolições em Hebron após ataque que matou dois soldados; fechamento da Cisjordânia é ordenado e eleições ocorrem em 4 dias

há 1 hora
2 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
Poucas horas depois de dois homens armados palestinos abrirem fogo contra posto militar em Hebron, matando dois soldados e ferindo outros três, as Forças de Defesa de Israel iniciaram demolições e evacuações no bairro de Farsh al-Hawa, na cidade da Cisjordânia ocupada. O ataque ocorre a apenas quatro dias das eleições legislativas israelenses, transformando a resposta do governo em demonstração de força calculada também para o eleitorado. Em vídeo registrado no local, um soldado diz aos moradores de um conjunto habitacional: "Vocês têm cinco minutos para evacuar".

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou inicialmente o fechamento completo da Cisjordânia, mas posteriormente ajustou a medida, falando em estabelecer um "cordão" ao redor de Hebron e da cidade vizinha de Halhul, com possibilidade de estender a outras localidades. A estratégia adotada é a mesma aplicada nos campos de refugiados de Jenin, Tulkarm, Nur Shams e Al-Far'a no início de 2025: desocupação forçada de áreas, busca casa por casa, apreensão de armas e destruição total de estruturas consideradas ligadas à atividade militante. "Vamos transformar o local completamente", declarou o premiê.

Os dois autores do ataque foram mortos durante confronto com as forças israelenses, que durou cerca de 20 minutos. As tropas localizaram o veículo utilizado pelos atiradores, carregado com grande quantidade de munição destinada a um ataque de proporções ainda maiores. O chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, classificou o episódio como "grave ataque terrorista" e elogiou a pronta resposta das tropas, que evitou danos ainda maiores. Operações de busca e prisões continuam em toda a região.

O Hamas elogiou o ataque em comunicado, sem assumir responsabilidade direta. A tensão eleitoral torna o cenário ainda mais sensível: Netanyahu busca se firmar como líder intransigente em segurança, enquanto adversários também se pronunciam — Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior e rival do primeiro-ministro, desejou rápida recuperação aos feridos. As eleições de 27 de outubro ocorrem em meio a expectativa de que a resposta militar em Hebron e arredores ganhe intensidade nos próximos dias.

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