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Itália concedeu cidadania a Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro em 58 dias; prazo médio é de 8 a 10 anos, acusa deputado

há 1 hora
2 min de leitura

Reprodução
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A concessão da cidadania italiana aos irmãos Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro ocorreu em apenas 58 dias após a entrega da documentação, em processo concluído em 5 de janeiro de 2023. O dado consta de resposta oficial do Ministério das Relações Exteriores da Itália a interpelação do deputado Angelo Bonelli, da coligação de esquerda Alleanza Verdi e Sinistra. O parlamentar acusa tratamento preferencial e anuncia denúncia às autoridades judiciais para apurar se houve procedimento privilegiado e pressões políticas, citando a proximidade entre o vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini e a família Bolsonaro.

A discrepância de prazos é o cerne da controvérsia. Enquanto os irmãos Bolsonaro tiveram o reconhecimento aprovado em menos de dois meses, o tempo médio para brasileiros descendentes de italianos obterem o mesmo direito pela via administrativa nos consulados e na Embaixada em Brasília é de 8 a 10 anos, segundo a advogada Ana Carolina Campara Brittes, especialista em imigração e integrante da Comissão de Cidadania Italiana da Associação Brasileira de Advogados. "Causa estranheza e parece ter havido tratamento diferencial", avaliou.

O governo italiano apresentou sua versão dos fatos: Eduardo ingressou na lista de espera em dezembro de 2020; Carlos e Flávio, em outubro de 2021. Em 8 de novembro de 2022, os três foram convocados simultaneamente para apresentar os pedidos — prática justificada como consolidada, que permite processar juntos descendentes do mesmo ancestral. A documentação estava completa e em conformidade com a legislação vigente à época, segundo a pasta. O reconhecimento saiu em 5 de janeiro de 2023; os passaportes foram emitidos posteriormente: Flávio em novembro de 2023, Eduardo em abril de 2024 e Carlos em junho de 2024.

A legislação que permitiu o reconhecimento com base em descendência ininterrupta, sem limite de gerações, foi alterada em março de 2025, quando a Itália restringiu a concessão a filhos e netos de cidadãos nascidos em solo italiano. A mudança não afeta os processos já concluídos. Até o momento, Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro não se manifestaram sobre as acusações. A CNN Brasil busca contato com os três, e o espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

Fonte: CNN

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