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Juros altos aumentam calotes e mercado passa a diferenciar bancos mais resilientes

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A temporada de balanços do segundo trimestre tem evidenciado o impacto da inadimplência sobre os resultados dos bancos brasileiros. Segundo análise da economista Marília Fontes, publicada pela CNN Brasil, os juros elevados aumentaram a dificuldade de pagamento por parte dos tomadores de crédito, pressionando os lucros das instituições financeiras e provocando reações distintas entre investidores.

O caso mais recente é o do Santander Brasil, que registrou lucro líquido gerencial de aproximadamente R$ 3 bilhões no segundo trimestre, resultado 17,6% inferior ao do mesmo período do ano anterior e abaixo das expectativas do mercado. Após a divulgação do balanço, as ações do banco recuaram cerca de 7% em um único dia, acumulando perdas próximas de 21% em 2026.

Em contraste, o BTG Pactual apresentou desempenho mais sólido. Com atuação concentrada em banco de investimento e gestão de patrimônio, o BTG tem menor exposição ao crédito de varejo, segmento mais afetado pela inadimplência. A instituição encerrou o primeiro trimestre com lucro recorde de R$ 4,8 bilhões, alta de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, além de registrar retorno sobre patrimônio (ROE) de 26,6%.

De acordo com a análise, o cenário de juros elevados faz com que o mercado deixe de avaliar o setor bancário como um bloco único. Investidores passam a diferenciar instituições com maior concentração em carteiras de crédito voltadas ao varejo e ao agronegócio, consideradas mais vulneráveis à inadimplência, daquelas que possuem operações mais diversificadas ou critérios mais rigorosos para concessão de crédito.

A expectativa é que essa diferenciação continue enquanto a taxa básica de juros permanecer em patamar elevado, influenciando os próximos resultados trimestrais e a percepção dos investidores sobre o desempenho das instituições financeiras.
Fonte: CNN

Gazeta de Varginha

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