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Justiça da Paraíba condena Hytalo Santos e o marido por exploração sexual de adolescentes

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Justiça da Paraíba condenou o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, por crimes relacionados à produção de conteúdo pornográfico que envolvia adolescentes, segundo informações divulgadas por veículos de imprensa nesta segunda-feira. A decisão judicial foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e tornou-se pública no domingo, 22 de fevereiro de 2026.

Na sentença, Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel Vicente recebeu pena de 8 anos e 10 meses de reclusão pelo mesmo crime, com o cumprimento das penas inicialmente em regime fechado, conforme estabelecido pelo magistrado.

O texto da decisão aponta que os adolescentes citados no processo foram inseridos em um ambiente artificial e controlado, comparado a um “reality show”, no qual eram expostos a contexto adulto e situações classificadas como risco extremo, situação que incluía, segundo os autos, a permissividade com bebidas alcoólicas e neglecta quanto à alimentação e à frequência escolar dos jovens. O magistrado ressaltou que os crimes foram cometidos explorando a vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.

Além da pena de prisão, a Justiça fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, levando em consideração a extensão dos prejuízos e a condição econômica dos condenados, e determinou o pagamento de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo em vigor.

O juiz manteve a prisão preventiva de ambos, destacando que permanecem válidos os fundamentos que embasaram a adoção da medida cautelar, e definiu que o regime inicial fechado afasta a possibilidade de liberdade provisória diante da gravidade dos crimes.

A sentença também inclui a manutenção de restrições impostas no curso do processo, como bloqueio das redes sociais dos condenados, proibição de contato com as vítimas e desmonetização de perfis, medidas que fazem parte das determinações judiciais no andamento das apurações.

A defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente anunciou que vai recorrer da decisão, argumentando que, durante a instrução processual, foram apresentados elementos que, segundo os advogados, contrariam a tese da acusação e que confiam no devido processo legal para reverterem a condenação nas instâncias superiores. O Tribunal de Justiça da Paraíba tem em curso o julgamento de um pedido de habeas corpus, com a análise prevista para ser retomada na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.

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Gazeta de Varginha

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