Justiça mineira mantém prisão preventiva de casal acusado de comprar informações sigilosas de PM
gazetadevarginhasi
14 de ago. de 2025
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Divulgação
Casal é condenado por corromper policial militar e obstruir investigação do Gaeco em Minas.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve na Justiça a condenação de um casal pelos crimes de corrupção ativa e obstrução de investigação relacionada a organização criminosa. Segundo a denúncia apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, os réus corromperam um policial militar que atuava no próprio Gaeco, com o objetivo de obter informações sigilosas sobre operações em andamento.
As práticas criminosas foram descobertas durante apurações internas do Gaeco no âmbito da operação Êxodo, deflagrada contra integrantes da organização criminosa mineira conhecida como Sala Vip, ligada à facção fluminense Terceiro Comando Puro (TCP). O casal foi denunciado à Justiça Comum, enquanto o policial militar — preso preventivamente — responde a processo na Justiça Militar Estadual, ainda sem julgamento.
Em 22 de julho de 2025, a 5ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte publicou a sentença. O homem foi condenado a 11 anos, 11 meses e 26 dias de prisão em regime fechado, além de 45 dias-multa. A esposa recebeu pena de 10 anos, três meses e 10 dias de reclusão, também em regime fechado, e 39 dias-multa. A prisão preventiva do casal, decretada no início da ação penal, foi mantida para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Após o julgamento, as partes recorreram. O MPMG busca, em segunda instância, o reconhecimento do crime de associação criminosa por parte dos condenados, o que pode elevar as penas, além de pleitear a condenação ao pagamento de danos morais coletivos.
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