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Justiça torna Deolane Bezerra, Marcola réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro do PCC

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e familiares do traficante. O grupo é acusado dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Além de Deolane e Marcola, passaram à condição de réus Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente. Segundo a investigação, pessoas ligadas à cúpula do PCC utilizavam uma empresa de transportes para movimentar e ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas da facção.

De acordo com os investigadores, familiares e pessoas de confiança dos líderes da organização criminosa recebiam orientações para distribuir os recursos obtidos de forma ilegal. A estrutura investigada teria sido utilizada para ocultar a origem do dinheiro e inseri-lo no sistema financeiro formal.

A investigação teve início após a apreensão de manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau. A partir das apurações, o Ministério Público concluiu que a Transportadora Lado a Lado teria sido usada para a lavagem de recursos da facção criminosa.

Ao analisar o caso, o magistrado também manteve o entendimento de que Deolane Bezerra deve permanecer presa. Segundo a decisão, o fato de a influenciadora ter uma filha menor de 12 anos não é suficiente, por si só, para justificar a concessão de prisão domiciliar.

Deolane foi presa em maio durante a Operação Vérnix, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A influenciadora nega envolvimento com a facção criminosa, e sua defesa sustenta que ela é alvo de perseguição e não praticou qualquer irregularidade.

Gazeta de Varginha

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