Linhas que transformam: projeto com amigurumis leva esperança dentro de presídio em MG
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Projeto com amigurumis transforma rotina de detentas e leva solidariedade a crianças em Timóteo.
Um projeto desenvolvido no Presídio de Timóteo, unidade prisional feminina localizada no Vale do Aço e vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), tem promovido capacitação, trabalho e ressocialização por meio da produção de amigurumis — técnica japonesa de crochê voltada à confecção de pequenos bonecos artesanais.
Desde maio de 2023, a iniciativa vem envolvendo 18 mulheres privadas de liberdade, que participam diretamente da produção das peças. A atividade une aprendizado, criatividade e ocupação produtiva, contribuindo para a construção de novas perspectivas dentro do ambiente prisional. Até o momento, já foram confeccionados e doados 2.235 amigurumis, destinados a crianças em situação de vulnerabilidade social.
A diretora-geral do presídio, Andrea Souza Duarte, destaca o impacto da ação no processo de ressocialização. “Mais do que a produção artesanal, o projeto representa uma verdadeira ferramenta de transformação dentro do ambiente prisional. Ao proporcionar capacitação e ocupação produtiva, a iniciativa contribui para a humanização da execução penal, reafirmando a importância de ações que promovam dignidade, aprendizado e efetivas oportunidades de reintegração à sociedade”, afirmou.
Participante do projeto, uma das custodiadas relata a importância da iniciativa em sua trajetória pessoal. “Trabalho com o artesanato de Amigurumi há 2 anos e 5 meses. Mesmo enquanto cumpro minha pena, procuro fazer o bem com amor e carinho, pois, por meio desse trabalho, consigo alcançar crianças em situação de vulnerabilidade. Costumo dizer que, ao participar desse projeto, também estou construindo a minha liberdade. Além da remição da pena, o aprendizado adquirido tem me ajudado a me tornar uma pessoa melhor, algo que valorizo para quando reconquistar minha liberdade.”
Os itens produzidos são encaminhados a crianças, levando não apenas brinquedos, mas também acolhimento e afeto. Cada peça confeccionada reflete o empenho das participantes e reforça o caráter social da iniciativa.
Para o diretor regional da 12ª Região Integrada de Segurança Pública, policial penal Aguimar Ferreira de Souza, projetos dessa natureza desempenham papel essencial no sistema prisional. “Projetos de educação, capacitação e trabalho ajudam a reconstruir a autoestima e a identidade dessas mulheres, além de desenvolver competências essenciais, como disciplina, responsabilidade e planejamento de futuro, contribuindo diretamente para a reintegração social”, destacou.
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